A fórmula da viagem perfeita
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A fórmula da viagem perfeita

Sempre queremos que a nossa viagem seja perfeita. Mas será que existe uma fórmula pra isso?

amandanoventa

13 Julho 2014 | 21h53

É quase sempre assim. A partir do momento em que compramos as passagens e reservamos a hospedagem, começam os planos para que a viagem seja perfeita.

Uma viagem perfeita pra mim seria aquela na qual faço as reservas (quando as passagens estão baratas!) e deixo a ideia da viagem um pouco de lado para não ficar muito ansiosa e sair fazendo planos demais. Então quando a data vai se aproximando, começo a estudar a história do local e pensar no que gostaria de ver. Quando chego lá, gosto de fazer as coisas com calma, sem roteiro nenhum, aberta às surpresas do caminho. Mas mesmo assim, na maioria das vezes, volto com a sensação de que precisava de mais tempo de viagem.

Segundo um psicólogo britânico, Dr. David Holmes, estou fazendo tudo errado. Com a intenção de ajudar àqueles que querem aproveitar o máximo de sua viagem, ele desenvolveu uma fórmula para a viagem perfeita. A fórmula é baseada em teorias de “antecipação” e “lembranças”, portanto sugere que você faça suas reservas 120 dias antes da viagem e planeje pelo menos uma atividade diferente por dia durante a viagem.


Então ele explica: “Viagens nas quais fazemos as mesmas coisas todos os dias são menos propensas a gerar boas lembranças do que viagens nas quais fazemos coisas novas todos os dias”. Já os 120 dias de antecipação foi um número que ele encontrou para justificar que quanto mais esperamos aquela dia chegar, mais animados ficamos.

A fórmula do Dr. David Holmes

 

Tudo isso até faz sentido. Mas não consigo me imaginar usando uma fórmula para calcular minhas viagens. Me parece algo tão estraga prazeres quanto seguir um roteiro. Afinal, quem disse que viajar deve ser algo racional?

Nós sabemos que uma viagem é sobre emoções. É estar aberto para o inesperado e surpresas do caminho. Se eu tivesse planejado muito minhas viagens, nunca teria tido as melhores surpresas: fazer um passeio de navio e me deparar com um vulcão em erupção, chegar na Tunísia com uma amiga e ser recepcionada por dois camelos, fazer uma viagem escolar às Cataratas do Iguaçu e acabar fazendo rafting ali mesmo… São experiências incríveis que aconteceram de forma não planejada.

Mas e essa sensação que às vezes nos persegue na hora de voltar, de achar que precisava de mais tempo de viagem? Acho que ela sim é um bom sinal de que a viagem foi perfeita.

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Fotos: arquivo pessoal da autora