Dicas para economizar durante uma viagem e continuar viajando mesmo com a crise
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Dicas para economizar durante uma viagem e continuar viajando mesmo com a crise

amandanoventa

28 Setembro 2015 | 08h53

Numa pesquisa informal feita na página do blog no Facebook, perguntei aos leitores se com a crise e alta do dólar, eles estavam deixando de viajar. Para a minha surpresa, a maioria dos que responnderam disse que não e está cheia de planos.

Uns estão guardando dinheiro para viajar no ano que vem, outros mudaram o local de destino para baratear a viagem, outros mudaram todo o planejamento de hospedagem, outros aproveitaram alguma promoção de passagem e assim vai.

Eu chamo esse drible na crise de “dar o jeitinho do bem” para poder viajar.

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Usar a criatividade para viajar em tempos de crise, não é novidade para viajantes de longa data (principalmente os mochileiros). Aqueles que não têm muito dinheiro, mas sempre colocaram as viagens entre as prioridades da vida, já estão cansados de saber como economizar para e durante a viagem. A impressão que eu tenho é que mesmo em tempos de crise, viajantes viajarão.

No entanto, mais do que nunca, é necessário utilizar essas técnicas de economia e rever alguns conceitos de viagem. Não dá mais para continuar associando viagem a fazer compras, pagar tudo no cartão de crédito para depois ver o que faz, achar que só existe a Disney para viajar em família, que só a Europa é legal, etc. São novos tempos e quem resistir à adaptação e não usar a criatividade, vai ficar sem viajar ou acabar gastando uma fortuna desnecessária numa viagem.

Para ajudar você a se planejar e gastar menos na sua viagem, listei aqui algumas dicas básicas:

ESCOLHA DO DESTINO

É hora de viajar para lugares onde o real esteja valorizado com a relação à moeda local. Procure destinos na América do Sul, África e Ásia – lugares lindos, paradisíacos e cheio de aventura.

É possível também fazer algumas substituições “saudáveis”. Por exemplo: se você quer fazer uma viagem pelo Caribe, e Cancún é o lugar mais caro, entenda que ele não é necessariamente o melhor. Que tal pesquisar e talvez substituir por Barbados ou San Andrés ou qualquer outro bom e mais barato?

Outro exemplo: você quer conhecer Santiago, que é um lugar caro mesmo sendo na América do Sul. Será que não é melhor optar nesse momento por Buenos Aires, Bogotá ou Montevidéu que são lugares mais baratos?

Pesquise lugares novos, faça substituições e atente juntar tudo isso à passagem em promoção.

PASSAGENS AÉREAS

As pessoas têm aproveitado as grandes promoções de passagens que têm surgido. As companhias aéreas ficam preocupadas porque as vendas diminuem com a crise, e assim, fazem promoções para aumentar as vendas.

Dois sites para você acompanhar e ficar de olho nas promoções são: Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis.

Cuidado: não é porque uma passagem está em promoção que compensa viajar para aquele destino. Há muitas passagens promocionais agora para EUA, Europa e Canadá. Mas lembre-se que lá você vai gastar bastante com a alta do dólar.

Outro truque que sempre funcionou é viajar fora da alta temporada. Alta temporada é basicamente o período de férias escolares e as passagens aéreas ficam mais caras (além dos lugares serem mais lotados). Tente planejar sua viagem para baixa temporada.

HOSPEDAGEM

Existem diversas alternativas para você adequar ao tipo de viagem que está fazendo, ao seu perfil e bolso. Dá uma olhada

Hospedagem gratuita: A opção mais barata (e sem custo) hoje em dia é o Couchsurfing. Ainda não utilizei, mas pretendo utilizar em breve. Com o Couchsurfing você pode se hospedar na casa de outras pessoas de graça. O site tem todo um senso de comunidade pensando na troca cultural que viajantes e hóspedes podem ter com essa experiência. Acho muito bacana a experiência de ficar na casa de um local e entender como as coisas funcionam naquele lugar. Sem contar que o anfitrião pode te passar as melhores dicas.

O site é super organizado, fácil de usar e nada burocrático.

Acampar: Acampar pode ser uma grande aventura! Se você não tem esse costume ou nunca fez, acho que vale a pena tentar essa nova experiência. Existem campings bacanérrimos por aí, dentro e fora do país, com uma ótima estrutura para que você não passe tanto perrengue.

Alguns sites que você pode utilizar para encontrar um camping: Portal MaCamp e WebCamping.

Hostels: Outra opção barata são os hostels. Foi-se o tempo em que um hostel era apenas um albergue sujo e com festas. Hoje existem hostels de todos os tipos e você pode até escolher se prefere dividir um quarto ou pegar um só para você. Eu costumo variar as minhas escolhas de acordo com a minha viagem e dinheiro que eu tenho disponível: às vezes divido quarto e às vezes fico em um quarto privado. Uma das vantagens dos hostels é que a maioria possui uma cozinha onde você pode preparar a sua própria refeição.

Existem também os hostels boutique que mais parecem um hotel, mas são mais baratos.

Os melhores sites para você escolher um hostel são www.hostelworld.com e www.hostels.com.

Hostel na Patagônia Argentina Foto: Amanda Noventa

Hostel na Patagônia Argentina Foto: Amanda Noventa

Alugar uma casa: Pode ser muito mais barato do que um hotel. O site Airbnb é o mais famoso para esse tipo de hospedagem e, assim como o Couchsurfing, também cultiva um senso de comunidade onde as pessoas deixam seus comentários depois da hospedagem contando o que acharam da experiência. Pode ser mais barato porque, além de você poder dividir uma casa ou apartamento com outras pessoas, você tem a possibilidade de fazer as suas próprias refeições. As opções de hospedagem são diversas: você pode alugar uma casa ou apartamento só para você, você + amigos e ou ainda alugar apenas um quarto na casa de um anfitrião.

Os valores geralmente são negociáveis e vale a pena bater um papo com anfitrião a respeito. Eu já fui anfitriã algumas vezes e a experiência é bem bacana e negociável (ser anfitriã também ajuda a fazer uma graninha extra para viajar mais).

REFEIÇÕES

Você não precisa jantar naquele restaurante famosérrimo que você ouviu falar. São outros tempos. Hoje em dia dá para fazer piquenique, cozinhar suas refeições e experimentar a street food do local (comida de rua, que pode ser uma experiência até mais cultural do que ir a um restaurante).

Recentemente tive uma experiência em um hotel de Barbados, no Caribe, que em todos os quartos havia uma cozinha. Portanto, fui ao mercado, fiz as compras e assim meu café-da-manhã e jantar eram no hotel mesmo. As comidas típicas do país ficavam para a hora do almoço sem ostentação.

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Piquenique em Nova York. Foto: Reuters

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Street food em Barbados. Foto: Amanda Noventa

PASSEIOS

Você não precisa cumprir um check list de atrações do lugar que está visitando. Faça aquilo que você realmente tem vontade. Eu, por exemplo, não subo no alto dos prédios turísticos dos lugares porque não me interessa. Empire State Building foi a minha pior experiência em Nova York (principalmente depois de pegar três horas de fila para subir e pagar caro). Não é a minha.

Viagens são para curtir e fazer o que tem vontade, e não para cumprir listas de coisas que disseram para você que é legal. Pense bem no que você realmente gosta de fazer. Além disso, pesquise, porque algumas atrações como museus, por exemplo, possuem entrada gratuita em alguns dias da semana. Vale a pena conferir a agenda e preços dos lugares antes de sair comprando a entrada.

QUEM CONVERTE, ECONOMIZA

Existem algumas soluções para gastar seu dinheiro na viagem e economizar. Uma delas é adequar a viagem à quantidade de dinheiro que você tem disponível para gastar. Outra solução é ir convertendo para saber melhor quanto você está gastando e não virar um sem-noção na viagem. Outra é estabelecer um orçamento diário.

Em alguns países, como na Ásia, por exemplo, é possível barganhar preços de praticamente tudo. Tenha paciência e saia economizando.

Barganhando na Tunísia. Foto: Amanda Noventa

Barganhando na Tunísia. Foto: Amanda Noventa

OUTRAS DICAS

– Aprenda a utilizar o transporte público de alguns lugares. Assim você economiza e ainda tem uma experiência mais local.

– Utilize o wi-fi dos hotéis e lugares públicos para se conectar à internet e fazer ligações. Se você precisa ficar conectado o tempo todo e está em outro país, não utilize o roaming internacional. Compre um cartão SIM que é barato.

– Pague em dinheiro se estiver em outro país para evitar as taxas do cartão e, de preferência, leve na moeda local.

Leia também: 8 dicas para viajar com o dólar alto e economizar

Amanda escreve sobre viagens. Acompanhe suas aventuras e dicas no instagram @amandanoventa e no facebook na página Amanda Viaja.