A misteriosa Ilha de Páscoa
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A misteriosa Ilha de Páscoa

amandanoventa

17 Setembro 2017 | 16h52

Nem todo mundo já ouviu falar da Ilha de Páscoa. Também, pudera, é uma ilha discreta que pertence ao Chile mas que fica lá longe, na Polinésia. Mais especificamente a cinco horas de voo de Santiago.


E um lugar assim não poderia ser como qualquer outro. A ilha possui um dos maiores mistérios da história da humanidade: os moais. Existem em torno de 887 dessas estátuas gigantes espalhadas por lá, construídas entre os anos de 1200 e 1500 pelo povo rapa nui. A grande questão é como esses moais de 50, 80 toneladas foram movidos de um lugar para outro numa época onde não existiam ferramentas, muito menos tecnologia, para isso. Existem diversas teorias ainda não comprovadas por cientistas. E é aí que entra o misticismo da ilha. Existe uma crença de que os deuses davam poderes sobrenaturais ao povo rapa nui e assim eles conseguiam mover esses moais. Mas você não precisa acreditar para se encantar com o lugar.

FOTO: Amanda Noventa

Um dos lugares mais isolados mundo, com menos de 6 mil habitantes. FOTO: Amanda Noventa

A ilha é pequena – de uma ponta a outra há em torno de 20 quilômetros, o que facilita os passeios de forma independente. Tanto que a maneira mais gostosa de explorar o lugar é alugando um carro e se guiar da forma mais analógica, com um mapa na mão, já que dificilmente você irá conseguir sinal de internet. É fácil encontrar os pontos turísticos e difícil se perder.

FOTO: Amanda Noventa

Entre as atrações principais, além dos moais espalhados pelo caminho, estão os quatro vulcões da ilha. O mais bonito deles, o Rano Kau, tem um lago em sua cratera e ainda beira o mar azul do Pacífico. Outro importante é o vulcão Rano Raraku, onde a maior parte dos moais foram esculpidos.

Vulcão Rano Kau FOTO: Amanda Noventa

Mas nem só de história e sítios arqueológicos vive a ilha de Páscoa. A praia de Anakena é a prova de que você está na Polinésia, com areia branca e mar azul (e tem moai também, claro). Para os desbravadores existe a praia de Ovahe, mais selvagem. E você pode consultar as agências de turismo locais para fazer mergulho ou canoagem com a típica canoa polinésica – que não deve ser fácil, já que venta muito na ilha.

Praia de Anakena. FOTO: Amanda Noventa

Mas não é um lugar para se ‘fazer’ muito. Observar já basta – o nascer e pôr do sol, os cavalos selvagens espalhados pela ilha, os moais que parecem perdidos no meio do caminho, as rochas vulcânicas que se encontram com o mar… E como não há muitos turistas, tudo parece ser só para você. Um luxo no turismo de hoje em dia.

Quando ir: A ilha é boa o ano todo. Mas os meses menos chuvosos são de agosto a março.

Quanto tempo você precisa: Pelo menos 4 dias inteiros

Como chegar: A Latam é a única companhia aérea que voa para a Ilha de Páscoa. Há saídas de São Paulo com conexão em Santiago com preços a partir de R$3200.

Onde ficar: Existem diversas opções de hospedagem e o ideal é se hospedar no centrinho da ilha, chamado Hanga Roa. A convite do hotel, me hospedei no Hangaroa Eco Village Spa.

Idioma: Espanhol e Rapa Nui. Mas o ‘portunhol’ funciona. Inglês também é falado por alguns guias e outros que trabalham no setor de turismo.

Moeda: A oficial é peso chileno. Mas dólar também é aceito.

Documentos Necessários: Passaporte ou RG. Visto não é necessário.

Amanda viajou para a Ilha de Páscoa a convite da agência Venturas Viagens e do Hotel Hangaroa. Acompanhe essa viagem pelo instagram @amandanoventa.

O pôr do sol é visto em quase qualquer lugar da ilha. FOTO: Amanda Noventa