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Não comprei na Zara. Gastei na viagem.
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amandanoventa

03 Janeiro 2016 | 20h08

Na semana passada, acompanhei uma amiga à loja da Zara para trocar um presente. Dei uma olhada nas coisas, vesti uma jaqueta, tirei a jaqueta, vi que tudo estava mais barato depois do Natal, dei mais uma olhada nas roupas e, finalmente, pensei: “Ufa, não estou precisando de nada”. E assim saí da loja como entrei, de mãos vazias.

Quem acompanha o blog sabe que o dinheiro que ganho é prioritariamente para pagar contas, em seguida pagar minhas viagens e só depois é que vem as compras. É uma escolha pessoal. Tem gente que tem dinheiro para fazer os dois e tem gente que prefere fazer compras a viajar.

Eu não vou mentir, adoro comprar também. Mas hoje está bem fácil gastar trezentos reais numa comprinha inocente na Zara. E se você parar para pensar, trezentos reais equivalem a uma semana de hospedagem na Tailândia, dois bons jantares na Europa, uma passagem de avião pelo Brasil, um ticket de trem para Machu Picchu… Quando você percebe, já gastou uma viagem inteira só em compras.

Resistir não é fácil. O que tem funcionado para mim na hora da dúvida entre comprar ou não é me fazer duas perguntas: 1) Eu estou realmente precisando disso? E 2) eu amei muito isso?

E recentemente adotei um novo hábito. Caso acabe comprando peças novas, me desfaço de outras que estão no meu armário (afinal, armários não crescem de tamanho, não é mesmo, amigas?).

Na minha última viagem à Tailândia, fiz o caminho inverso. Em cada parada, ia me desfazendo das roupas que havia levado na mochila. Levei pouco mas, ainda assim, achei que havia levado demais. Portanto, deixei uma muda de roupas em Koh Lanta, mais um vestido em Pai, duas camisetas em Chiang Mai… E no fim da viagem, ganhei o direito de repor o espaço na mala depois de uma passada na H&M. Lá gastei pouco comprando apenas o que precisava – não doeu no bolso e nem na consciência. Mas não repor ainda é muito melhor e mais econômico.

Não dá para reclamar que não sobra dinheiro para viajar se você gasta trezentos reais todo mês no que não precisa. Querer viajar todo mundo quer. Mas poupar dinheiro ainda é a maneira mais eficiente de transformar o “querer” em “poder” – e de você deixar de ser um sonhador para se tornar um realizador.

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