10 regras básicas para economizar viajando para Nova York
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10 regras básicas para economizar viajando para Nova York

amandanoventa

20 Março 2017 | 08h44

Nova York barato Amanda Viaja

Nova York não é uma cidade barata, todos sabemos. Mas existem algumas regras que nos ajudam a deixar a viagem mais barata. Separei as dez que considero essenciais para diminuir o custo da sua viagem.

1.Época para viajar

Os meses de janeiro e fevereiro são os meses mais baratos para viajar a Nova York. Voos, hospedagens, atrações, shows da Broadway e restaurantes podem diminuir seus preços significativamente. E você ainda tem a chance de conviver com a neve e encontrar paisagens únicas.

2. Transfer do aeroporto para Manhattan, Queens ou Brooklyn

Não tem Uber ou táxi ou transfer particular que chegue aos pés do preço do AirTrain a partir de US$7,75. O Airtrain é um monotrilho que conecta você ao metrô para seguir viagem até o seu destino. Considerando AirTrain + metrô, você vai pagar US$10,50. Mas se você estiver com muita mala (principalmente na volta), eu entendo não querer pegar um metrô. Então eu indico a você o NYC Airporter, um ônibus que leva até três pontos de Manhattan: Port Authority, Grand Central e Penn Station. Confortável e com wi-fi, é minha opção preferida de transfer em Nova York. Você os encontra logo no desembarque do aeroporto, com ônibus saindo de meia em meia hora. Comprando o transfer ida e volta, o valor é de US$27; comprando apenas um trecho sai por US$18.

3. Transporte de um lugar para outro

Você pode até não gostar de metrô, mas ele ainda é a opção mais barata (e possivelmente rápida) de transporte em Nova York. Comprando o Metrocard por um semana você anda o quanto quiser, para onde quiser, por apenas US$31. Melhor que isso, só explorando a cidade a pé.

4. Museus gratuitos ou que você paga o quanto quiser.

Muitos museus em Nova York oferecem um dia e horário de visita gratuito. E outros possuem o dia e horário do “pay what you wish” no qual você paga o quanto (e se) quiser. É uma doação e você não é obrigado a nada (mas tem que ter coragem de sair de um museu extraordinário sem doar nem um dólar se quer). É legal você dar uma pesquisada nos museus que tem interesse e verificar quais são esses dias e horários. Consulte também o site oficial do turismo de NY para mais informações sobre atrações na cidade: www.nycgo.com

5. City Pass para economizar nas atrações

O City Pass é no formato de um boleto que você compra e te dá descontos para as principais atrações da cidade. Eu acho que ele funciona bem principalmente para quem viaja para Nova York pela primeira vez ou ainda não viu algumas das atrações inclusas no pass: Empire State Building, Museu Americano de História Natural, MET, Top of the Rock ou Guggenheim, Estátua da Liberdade, Memorial 11 de setembro ou Museu do Mar, Ar e Espaço.

Tem esse de seis atrações (US$122 para adultos) ou o de três atrações (US$74 para adultos).

A economia é de 40%. Ou seja, se você fosse pagar cada uma dessas atrações separadas, gastaria 40% a mais.

Você pode comprar o City Pass em cada uma dessas atrações ou pelo site: pt.citypass.com (no site você também encontra mais informações).

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6. Broadway para quem não tem grana

Existem algumas maneiras de economizar nos ingressos para a Broadway. Os ‘rush tickets’ são ingressos vendidos no dia do espetáculo, com desconto e disponibilizados na hora que a bilheteria do teatro abre (geralmente pela manhã) e com limite de dois ingressos por pessoa. A ‘loteria’ é um esquema que duas horas antes do show você dá o seu nome na bilheteria do espetáculo e então é realizado um sorteio dos lugares que não foram vendidos para a peça. Quem for sorteado, paga apenas US$35 por ingresso e, muitas vezes, por assentos muito bons que custariam US$300. Para encontrar mais informações sobre a peça que você quer ir e se é melhor arriscar o ‘rush tickets’ ou a ‘loteria’, você pode consultar o genial site Broadway for Broke People que traz todas essas informações.

No inverno também acontece o NYC Broadway Week, na qual você consegue comprar dois ingressos da Broadway e off-Broadway pelo preço de um. Fique atento às datas pelo site: http://www.nycgo.com/broadway-week

A Broadway Collection, agência que representa os shows da Broadway, enfatiza que brasileiros que quiserem garantir bons lugares devem comprar os ingressos ainda no Brasil. Esta pode não ser a maneira mais barata de comprar o ingresso, mas se você estiver muito desesperado e quiser mais comodidade talvez seja uma opção.

7. Refeições

Fuja dos restaurantes da moda indicados por blogueiras famosas. Provavelmente não são os melhores e nem os mais baratos. E você também não precisa viver de junk food e hot dog. Busque autenticidade e locais onde os locais comam. A nona avenida, na região conhecida como Hell’s Kitchen que é próxima da Times Square, oferece uma série de restaurantes diferentes e com preços mais honestos, em torno de US$15 uma conta incluindo a gorjeta. Tem também pizza de US$1 e, melhor ainda, o Chelsea Market onde você encontra opções para todos os gostos e preços. Lá eu comi um sanduíche de frango com molho especial, sem glúten, sem lactose e um chá gelado por US$7 (o mesmo preço da barraquinha de cachorro quente da esquina, mas com mais qualidade.

8. Fique online sem pagar nada

Nova York é uma cidade conectada. Os estabelecimentos têm wi-fi, as estações de metrô também e muitas ruas possuem o wi-fi público da cidade – LinkNYC. Bobagem gastar com roaming ou chip internacional de celular.

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9. Hospedagem

A regra continua sendo a mesma para o mundo todo: quanto mais afastado das áreas turísticas, maior a chance de encontrar opções mais baratas. No caso de Nova York, a região de Midtown e Times Square continuam sendo as mais disputadas. Portanto, hospedar-se em lugares como Brooklyn ou Queens pode não ser uma má opção para quem quer pagar mais barato já que o sistema de metrôs funciona tão bem (e você ainda pode ter uma experiência mais local). Outra opção que gosto muito e que pode ser bem econômica: escolher um quarto privado de hostel numa região bem localizada; Nova York está cheio deles.

Mas um conselho extra: não abra mão de um conforto mínimo (que cada um tem o seu). Provavelmente você vai caminhar o dia todo, fazer mil coisas em meio ao barulho e caos nova iorquino e vai chegar exausto no hotel precisando de um bom descanso para ter energia no dia seguinte. Aqui algumas opções de hospedagem para todos os bolsos e níveis de conforto:

Hostel Jazz on Columbus Circle – Limpo, organizado e bem localizado pode ser uma boa opção para quem busca um lugar mais em conta próximo a Times Square e Central Park. Há quartos mistos de até seis camas e quartos privados. Café-da-manhã modesto incluso.

Row NY – Um dos queridinhos dos brasileiros pela localização privilegiada na oitava avenida, limpeza e preços competitivos. Um hotel moderno e conveniente que deixa pouco a desejar.

Westhouse – Para quem busca tranquilidade mas, ainda assim, deseja estar perto da Times Square e Central Park o Westhouse é um excelente opção. Staff atenciosa e café da manhã com muita diversidade.

Sofitel – Para não perder o luxo que é estar em Nova York, o Sofitel é uma aposta certeira. Localizado a uma quadra da Times Square, mas com ambiente tranquilo. O café da manhã pode ser um dos melhores que você encontra na cidade. Peça o Egg Royale e depois me conta.

10. Voos

Janeiro e Fevereiro costumam ser os meses mais baratos para voar para Nova York. Mas na semana passada, em pleno mês de março, saiu uma promoção para passar o revéillon na cidade. Portanto, fique atento às promoções. Voos com conexão costumam sair mais em conta; aproveite a conexão mínima (em torno de uma hora) da Copa Airlines na Cidade do Panamá para economizar e chegar rápido mesmo assim. A Copa Airlines também oferece descontos a quem compra diretamente pelo seu site, copaair.com, ficando isento da taxa de embarque de US$30.

 

Amanda viajou a Nova York a convite da secretaria de turismo de Nova York e da Copa Airlines. Você pode acompanhar essa viagem através do Instagram em @amandanoventa e do Youtube Amanda Viaja.

 

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