8 dicas para viajar com o dólar alto e economizar
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8 dicas para viajar com o dólar alto e economizar

amandanoventa

11 Maio 2015 | 08h01

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Não está fácil. Nós queremos continuar viajando, mas essa alta do dólar não está ajudando.

Acho que chegou a hora de utilizarmos o nosso jeitinho brasileiro do bem para as viagens, aqueles esforços de quem sempre viveu economizando para viajar. Não sou economista nem nada, mas quem viaja bastante sem ter muito dinheiro sempre teve as suas técnicas para gastar menos. E hoje essas técnicas estão valendo mais ainda:

1. Viajar não é sinônimo de fazer compras


Uma amiga, viajando recentemente à Califórnia, disse preocupada: “Poxa, todo ano eu viajo e troco de celular. Como eu vou fazer esse ano?” – é simples, não troque. Você não precisa trocar de celular todo ano e nem renovar o guarda-roupa, não é mesmo? A nossa fama de consumidores nas viagens é tanta, que órgãos de turismo nos Estados Unidos possuem estratégias de marketing só para atrair brasileiros e (chineses) no país. Mas vamos segurar as pontas e esperar por um melhor momento para gastos supérfluos. E principalmente: pare de associar viagens às compras. Minhas melhores viagens foram aquelas em que só voltei com um imã de geladeira pra casa. Viajar é muito precioso para perder seu tempo dentro de uma loja.

2. Esqueça o cartão de crédito e avalie as cotações das casas de câmbio

Quando decidi ir para os EUA em fevereiro e o dólar começou a subir, começaram também os meus dias de tortura: como já sei qual é a casa de câmbio com as melhores cotações, eu ligava lá todos os dias para saber o valor até encontrar o momento ideal para comprar. Faça isso: descubra qual é a casa de câmbio perto de você com as melhores cotações e vá avaliando. Talvez comprar uma pouco por vez também seja uma boa alternativa num momento de incerteza. E nunca se esqueça de algumas regrinhas básicas:
– Cartão de crédito é a pior maneira de pagar alguma coisa no exterior uma vez que além do IOF de 6,38%, os bancos cobram uma cotação maior do que as casas de câmbio.
– Cartão de débito também tem o IOF de 6,38% tanto para compras ou saque no exterior, e ainda outras taxas de uso que variam de banco para banco . A diferença para o cartão de crédito é que a cotação usada é a do dia da compra ou saque e não do vencimento da fatura.
– Cartão pré-pago também tem uma taxa de IOF de 6,38%, mas tem a vantagem de “travar” a cotação no dia que você compra, não ficando sujeito ao aumento da moeda.
– Cheques de viagem (traveler check) também possuem a taxa de 6,38% de IOF e outras taxas que variam de acordo com a instituição onde você comprou. Também tem a vantagem de “travar” a cotação no dia que você compra, não ficando sujeito ao aumento da moeda.
– Dinheiro em espécie (é a minha opção favorita). O IOF cobrado é de apenas 1,1% no momento da compra e a cotação varia de acordo com cada casa de câmbio. Portanto, pesquise.

3. O mundo não se resume a EUA e Europa. Viaje para outros lugares!

O euro está desvalorizado, é verdade. Mas ainda assim ele vale no mínimo três vezes mais do que o real! Ou seja, essa desvalorização não melhorou muito a nossa vida. Vamos parar de nos enganar trocando Nova York por Paris (que é, praticamente, como trocar seis por meia dúzia), e vamos explorar lugares diferentes! América do Sul é um dos lugares mais surpreendentes para viajar e está aqui do lado (no Peru você é rei!). Na Ásia também – paraísos aliados a uma cultura que parece ser de outro planeta e bem mais barato do que qualquer outro lugar. Basta você conseguir uma passagem num preço bacana. Procure por países onde a moeda local seja desvalorizada em relação ao real.

4. O Brasil é aqui

Nós sempre reclamamos que viajar pelo Brasil é muito caro e pelo mesmo preço do exterior. Bom, mas já que uma hora também temos que conhecer nosso próprio país, será que esse não é o melhor momento? Acho que vale a pena fazer novamente a comparação de preços entre viajar para o exterior e no Brasil e tentar adequar a viagem ao seu orçamento.

5. Faça uma pesquisa sobre atrações gratuitas dos lugares

Antes de viajar, faça uma pesquisa na internet e em guias de viagem sobre as atrações das cidades que você vai visitar durante a viagem. Você vai perceber que existem muitas atrações gratuitas interessantes e outras atrações que se tornam gratuitas em algumas datas específicas. Você não precisa visitar o museu de arte de NY na terça-feira se na quarta a entrada é gratuita, certo?

6. Já pensou em alugar uma casa invés de se hospedar em hotel?

Principalmente se você vai viajar com uma turma ou família, alugar uma casa ou apartamento pode ser bem mais em conta do que ficar em hotel. Além das diárias serem mais baratas, você ainda economiza podendo comer em casa e fazendo lanchinhos quando quiser economizar. Existem sites seguros, como o Airbnb, onde você pode fazer isso facilmente. Faça uma comparação com os hotéis e avalie. Além da economia, as chances de você ter uma experiência mais “local” de viagem são bem maiores.

7. E um hostel invés de hotel?

Há muito tempo os hostels deixaram de ser apenas albergues da juventude com festas dia e noite. É possível encontrar hostels que mais parecem uma pousada ou os chamados hostels boutique que parecem um hotel, mas talvez com um valor inferior. Há opções, preços e estilos para todos: se você gosta de mais tranquilidade, escolha um que não tenha festas. Se for uma viagem em família, há opções de hostels bem familiares também. Para quem não gosta de dividir quartos e casais, sempre existem os quartos privados. Além disso, muitos deles possuem uma cozinha onde você pode cozinhar e/ou fazer seu lanchinho se quiser. Faça uma pesquisa e veja como é fácil e nada burocrática a hospedagem num hostel.

8. As passagens aéreas em promoção ainda têm suas vantagens

Como os preços originais são em dólares, acabamos nos prejudicando nessa conversão. A coisa está tão feia, que comprando uma passagem promocional hoje, você acaba pagando o preço normal. Eu, por exemplo, comecei a pesquisar passagens para Londres e encontrei diversas promoções, como US$700. Mas quando você soma as taxas e converte o dólar para real, ela fica praticamente no preço regular de uma passagem e não promocional. Mas ainda assim, talvez valha a pena porque você não está pagando mais do que o preço que seria normal. Continue pesquisando as promoções, entendendo os macetes para comprar passagens mais baratas, estudando e “aprendendo” qual seria o preço ideal para pagar por aquela passagem. Isso é bem importante na hora de economizar: ter noção do que é caro e o que é barato para aquele destino.

E para resumir essas dicas, as duas que mais ajudam a economizar na hora de viajar: pesquisar muito e fugir do óbvio. Pesquisar para ter noção de preços, encontrar passagens melhores, comparar hospedagens, etc. Você sabe, comodidade pode ser inimiga da economia. Ou seja, fazer uma busca rápida e reservar o primeiro hotel mais ou menos que encontrar pela frente talvez não seja a melhor opção e mais econômica. Mas antes disso, na hora de escolher para onde viajar, abra o mapa mundi, fuja do óbvio e você pode economizar bem mais do que em uma viagem para Estados Unidos e Europa.

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Foto: arquivo pessoal da autora