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Para viver um grande amor na próxima viagem

Segundo uma pesquisa, um em cada cinco romances de viagem acabam se tornando um relacionamento. Mas vamos ser sinceros? Romances de viagem são divertidos mesmo que não subam a serra.

amandanoventa

10 Agosto 2014 | 22h23

Há quase um ano, numa viagem sozinha a Machu Picchu, conheci um outro brasileiro, o Pedro. Quando nos conhecemos, eu vestia o mesmo moletom há dias, botas de trilha, tinha a bochecha queimada de sol e sem xampu no cabelo. O Pedro seguia a mesma linha. Mas como o amor não escolhe a roupa que você está vestindo, foi assim mesmo que nos apaixonamos e tivemos uma semana de paixão avassaladora. Almoço romântico na Praça das Armas, à noite dançávamos em alguma balada de Cusco, tomávamos uma cerveja no bar do hostel e ainda fazíamos juras de amor: “Estou apaixonado”, “Vai pra São Paulo me ver depois”, “Você é a mulher da minha vida”…

Eu não acreditava em nada daquilo pois, voltando à vida normal, o romance estaria acabado. E o lado bom de viajar e ter um romance de férias é que você pode se entregar sem ter que se preocupar com o futuro e com as consequências. Mentiras sinceras interessam nesses casos.

Mas para a minha surpresa eu voltei de viagem antes do Pedro e sentimos a distância mais do que imaginávamos. E as juras de amor não pareciam exageradas. Sendo assim, ele voltou do Peru direto para a minha casa em São Paulo, de onde nunca mais saiu e vivemos felizes para sempre.

Segundo uma pesquisa do Hostelbookers, um em cada cinco romances de viagem acabam se tornando um relacionamento. Mas vamos ser sinceros? Romances de viagem são divertidos mesmo que não subam a serra. Eu tive alguns interessantíssimos! Teve aquele cara da Chapada dos Veadeiros que achei que fosse minha alma gêmea e troquei cartas com ele durante meses; um outro em Nova York que, mesmo sem conhecê-lo, fui me hospedar no seu apartamento e acabamos nos apaixonando; teve também um que conheci quando fui fazer um curso do outro lado do mundo e que, apesar das minhas tentativas, não aconteceu nada entre nós (voltando ao Brasil apaixonada, descobri que ele era gay e tudo se explicou).


É curioso porque no dia a dia eu não tenho paciência pra flertar e me dá preguiça de pensar em todo aquele processo de conquista. Mas na viagem é diferente. Eu me torno uma pessoa menos crítica e seletiva, mais abertas às pessoas e querendo curtir o momento sem me preocupar com o futuro. E mesmo viajando sem esperar ou procurar um romance de férias eu quase sempre encontrei.

Posso te dizer que eles geralmente se encontram em lugares menos românticos e com mais aventura. É mais fácil encontrá-lo numa aula de mergulho ou fazendo uma trilha do que num passeio de barco no Rio Sena. Ou seja, mais Austrália e menos França.

Também não aconselho a juntar lugar romântico com luxo, porque aí só mesmo com um milagre. Uma vez fiz um cruzeiro no Mediterrâneo e nos 7 dias em que fiquei trancafiada no navio só fiz amizades com simpáticos velhinhos e alguns nem tão simpáticos casais franceses.

Portanto, para aumentar ainda mais as chances, dá para dispensar os hotéis luxuosos e cheios de casais. Quem está pronto para conhecer outras pessoas provavelmente está hospedado num hostel ou boutique hostel, sozinho ou cheio de amigos.

E também não dá para se desfazer do aeroporto e avião. Nunca se sabe se a pessoa que vai sentar ao seu lado pelas próximas oito horas também não consegue dormir durante o voo. Já ouvi muitas histórias sobre o que acontece no escurinho do avião…

É claro que nada disso é uma regra, pois esse tipo de coisa, quanto mais se planeja, menos acontece. A única coisa que você pode fazer se quiser atrair algum romance é esquecer tudo isso e curtir a sua viagem. E é a partir daí que a mágica vai acontecer. Sem perceber você vai estar mais feliz, sorrindo, aberta e, consequentemente, mais atraente – mesmo que esteja usando o mesmo moletom há alguns dias.

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