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Pessoas que viajam tendem a ser mais bem-sucedidas

Uma pesquisa mostra a relação positiva entre viajar e ter sucesso nos estudos e na carreira profissional.

amandanoventa

19 Outubro 2014 | 21h24

Sempre tive uma preocupação, talvez exagerada, em separar o meu lado viajante do trabalho. Eu não sou nenhuma mochileira-hippie-doidona-uhu, mas é fácil passar essa imagem quando se viaja com frequência e coloca isso na frente de coisas que são consideradas mais importantes por outras pessoas – estabilidade, conforto, ir bonitinha de carro para o trabalho sem borrar a maquiagem, entre outras coisas. Quando você chega de mochila no trabalho e diz que vai se enfiar no meio do nada sozinho, é mais fácil ser visto como maluco do que uma pessoa inteligente e responsável. Um julgamento que, na maioria das vezes, parte de uma visão estereotipada e talvez equivocada.

A prova disso é uma pesquisa que mostra a relação positiva entre viajar e ter sucesso nos estudos e na carreira profissional.

A pesquisa conduzida pela Wagner Group, empresa de pesquisa de mercado, mostra que adultos que viajam desde a adolescência (tanto viagens domésticas quanto internacionais) possuem um salário 12% mais alto do que aqueles que não viajam.

Os resultados ainda mostram que aqueles que viajavam enquanto estudantes tinham as maiores notas e eram mais engajados em aprender tanto na escola quanto fora dela. Muitos entrevistados responderam que durante uma viagem, o aprendizado “ganha vida”, provocando um interesse natural em história e cultura.


A pesquisa foi feita com americanos, mas não acredito que o resultado seja diferente no Brasil. Percebemos que nos últimos anos cresceram os programas de incentivo de estudos ligados a viagens e intercâmbios, como o “Ciência sem Fronteiras”, AIESEC e programas de bolsas de pós-graduação sanduíche (estudo e pesquisa no Brasil e exterior).

Bem-sucedida ou não, eu sempre procurei usar as viagens a meu favor na vida profissional. Num momento de mudança de carreira, consegui um emprego numa área que nunca havia trabalhado apenas pelas minhas experiências de viagem e bagagem cultural. Uma outra vez, numa entrevista de emprego, me senti mais à vontade quando meu então futuro chefe me contou que havia acabado de voltar da Itália e assim emendamos um papo sobre o país, quebrando as formalidades da entrevista. E até na semana passada, conversando sobre viagens com a minha chefe, aproveitei para contar que estava indo à Patagônia sozinha. Ela achou interessante e respondeu que os maiores líderes são aqueles que não são dependentes de outras pessoas, mas que ao mesmo tempo sabem se relacionar. Ponto pra mim.

Não dá para colocar no currículo a listinha de lugares que viajamos e o que aprendemos com cada um deles – isso (ainda) não é legal no boring mercado profissional. O segredo do sucesso está em trazer para o ambiente de trabalho toda a esperteza e habilidade que adquiriu nas viagens e somá-las ao que você já estudou e aprendeu durante a sua carreira. E se você conseguir fazer isso, não vai mais precisar explicar porque chegou no trabalho de malas e porque está indo viajar de novo. Eles ainda estão mais interessados no seu bom trabalho do que nas suas viagens.

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