Que tipo de viajante é você? Não importa.
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Que tipo de viajante é você? Não importa.

amandanoventa

23 Novembro 2014 | 16h38

Tipo de viajante

Viajante, turista, mochileiro, o que prefere ir de mala, o que gosta de fazer compras, o que não compra porque o dinheiro é contado, o que fica em hostel, o que fica em resort, aquele que acampa, flashpacker, o que viaja de carro, de bicicleta, o selvagem tipo “into the wild”, a perdida do “comer rezar amar”, o intercambista, nômade digital, aquele no período sabático, aquele que viaja com a família, o que viaja sozinho, aquele que viaja com os amigos e a que viaja só com o namorado, o escoteiro, o que viaja só pelo Brasil, o que dá volta ao mundo, o que tem pavor de avião, o que não sabe falar outro idioma, a excursão da terceira idade, o da geração y que não sabe o que quer mas sabe que quer viajar, aquele que foi uma vez pra Europa e nunca mais voltou, o que prefere mar, o que prefere cidade e o que prefere montanha.

Existem viajantes de todos os tipos, e todos começaram de alguma forma, seja com uma viagem à Disney, um fim de semana na praia ou até como escoteiro. Alguns decidem virar outra coisa, como aqueles que começaram no hotel de luxo com a família mas descobriram que gostam mesmo é da farra do hostel. Ou aqueles que se cansaram dos perrengues do hostel e optam por algo mais confortável. São turistas que viram mochileiros, mochileiros que viram turistas, e que podem ter uma recaída a qualquer momento.

Mas ainda tem gente querendo separar as coisas, de forma que você tem que escolher de que lado está: ou você é mochileiro ou você é turista ou qualquer outro nome que deram pra quem viaja. O que ainda não entenderam é que você pode ser o que quiser, quando quiser. Pode sair de uma viagem de mochilão para uma confortável em Paris. E ainda pode misturar tudo na mesma viagem, como estar mochilando mas dar uma voltinha no ônibus turístico de sighteseeing (quem nunca?).


Já não faz mais sentido querer rotular aqueles que fazem mochilão por aí de hippie-doidão porque eles podem ser os mesmos “coxinhas” que vão pra Nova York e aproveitam para fazer uma comprinha. Tudo depende de gosto, prioridade, dinheiro e momento .

Eu mesma estou agora com o cabelo podre por falta de shampoo e costas quebradas por carregar minha mochila e dormir em quarto compartilhado de hostel na Patagônia. Mas já passei uma semana num resort all inclusive em Cancún fazendo massagem. E fico feliz tanto com um como com outro. Às vezes quero mais um, às vezes quero mais outro.

Procurar uma definição e rótulo para as suas viagens é limitar suas experiências. Afinal, turista ou mochileiro, de mala ou de mochila, todos têm o mesmo interesse: viajar.

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Foto: iStock – kamchatka