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Guia de sobrevivência para relacionamento à distância

amandanoventa

25 Julho 2016 | 08h50

A vida não parece injusta quando você encontra alguém que gosta, mas ela não mora na mesma cidade que você ou então mora, mas precisa mudar de cidade, de país, de universo que já não será mais o seu?

Não basta ter que pensar em como lidar com as emoções e com um sentimento novo, a saudade que dói, você ainda tem que pensar na logística do encontro, virar PhD em companhias aéreas e ainda agir com naturalidade (e maturidade) para o relacionamento não desandar.

Já estive três vezes nesta situação e tenho um pequeno guia de sobrevivência para relacionamentos à distância que pode te ajudar.

Se você vai ficar longe por um ano e não vai ver o seu par pelo menos uma vez por mês, não perca o seu tempo lendo este texto, que é para relacionamentos à distância com chance de dar certo sem sofrimento. No seu caso, é melhor repensar a relação e, quem sabe, abrir a relação. Já vi dar certo com vários amigos que namoram à distância. O amor continua, a vida também e todo mundo fica feliz.


Se o motivo da distância for intercâmbio, aconselho suspender o namoro e na volta vocês decidem o que fazem. Intercâmbio requer uma imersão profunda de experiências, coisas que você nunca fez na vida, novas amizades e bitocas em gringos pra ver como funciona na prática esse tal de intercâmbio cultural. Quem ficar no Brasil vai sofrer; quem for, vai se sentir mal. E suspender a relação dá liberdade para cada um viver a sua vida sem sofrimento.

Se a história for aquela de “vou na frente, depois você vai”, muito cuidado.  Tenho uma amiga que combinou com o namorado que os dois se mudariam para Dublin. Ele pediu que ela fosse na frente e ele iria depois. Nunca foi e o namoro acabou, claro.

Na hora de combinar como será a logística do período à distância tenho algumas sugestões.

É importante ter uma perspectiva de quando se encontrarão novamente, do contrário o relacionamento perde o sentido. Se um vai e outro fica, é melhor fazer as contas, procurar por passagens aéreas e comprá-las de uma vez para que as datas já fiquem reservadas. Se for muito longe, a visita deve ser uma vez por mês. Se for perto, a cada quinze dias ou uma semana. E quanto mais dinheiro você tem, mais fácil fica manter a relação. Tenho uma amiga que namorava um americano e ia a cada quinze dias para os Estados Unidos apenas para passar o fim de semana. O namoro não vingou, mas pelo menos restaram muitas milhas acumuladas.

O relacionamento à distância requer esforço, conta no skype e whatsapp desbloqueado. Mas quer um conselho? Não ligue exageradamente, não mande mensagem o tempo todo e, se necessário, é permitido mexer nas configurações que não mostram a última vez que você ficou online. Dê espaço ao outro. Já é difícil ficar longe. Com alguém na cola fica pior ainda.

Se a saudade bater, mande uma mensagem carinhosa, mande flores, compre uma passagem. Tudo de forma leve. E veja pelo lado bom: o reencontro é sempre mais emocionante.

Mas para a relação à distância dar certo mesmo, ela tem que ter data para acabar – não a relação, a distância. Nunca se ouviu dizer de um casal que viveu feliz para sempre distante um do outro. Seria besteira sua tentar.

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