Turista é preso em Myanmar por desligar som de cânticos budistas
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Turista é preso em Myanmar por desligar som de cânticos budistas

amandanoventa

13 Outubro 2016 | 08h56

Imagem: Agence France-Presse — GETTY IMAGES

Imagem: Agence France-Presse — GETTY IMAGES

Eu sempre comento que nós, brasileiros, ainda estamos engatinhando nessa história de viajar. Europeus e australianos viajam o mundo há muito tempo. Pra eles é super normal, por exemplo, tirar um ano sabático depois da escola e seguir viajando o mundo em qualquer idade. Mas me engano quando acho que o fato de terem o hábito de viajar mais, faz com que tenham maior noção de mundo e diferenças culturais.

Já falei aqui uma vez sobre as pessoas que deixam a educação em casa na hora de viajar. E a última notícia de turista sem-noção foi a de um holandês de 30 anos que ficará preso por três meses em Myanmar por desligar um amplificador de som que transmitia um hino budista. Ele se hospedava em um hostel em Mandalay no dia 23 de setembro quando um centro budista próximo começou a transmitir as citações religiosas. Muitas organizações budistas em Myanmar frequentemente usam amplificadores com o volume alto para transmitir sermões, performar rituais ou pedir doações. E, como relatou o jornal New York Times, Klaas Haijtema foi considerado culpado por perturbar um grupo envolvido em culto religioso.

Em depoimento ao tribunal, ele contou: “Eu estava muito cansado aquela noite e acordei com o barulho. Fiquei nervoso e achei que as crianças estavam tocando música. Falei pra elas abaixarem o volume antes de desligar o amplificador, mas elas não me entenderam. Por isso eu desliguei” – simples assim; como se o mundo girasse ao redor do turista e as crianças budistas não tivessem percebido.


Viajar para outro país, principalmente para os do Oriente e se deparar com costumes diferentes do seu não é fácil para o ego. Dá uma vontade de criticar e avisá-los de que estão “fazendo tudo errado”… Para segurar a onda, desenvolvi uma técnica muito simples: lembrar que sou uma visita na casa de outra pessoa, portanto eu tenho mais é que baixar a bola. Funciona para pessoas com o mínimo de educação, com aquela ideia de “não faça na casa dos outros o que não gostaria que fizessem na sua casa”. E, para completar, se eu tenho dúvida de `como fazer´, eu observo ou pergunto; não saio fazendo de qualquer jeito.

A palavra que resume essas atitudes é respeito – o que mais se precisa numa viagem para outra cultura, mas o que é mais esquecido na hora de fazer a mala.

Amanda escreve sobre viagens. Acompanhe o blog através do Facebook em Amanda Viaja e pelo Instagram @amandanoventa.

 

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