Whistler: 5 programas além do esqui

Whistler: 5 programas além do esqui

Whistler, no Canadá, também tem programas bem distantes do esqui. Conheça 5 deles, com: passeio, spa, tradição, cultura e compras

Nathalia Molina

14 Março 2017 | 12h12

Conhecida como o principal destino de esqui do Canadá, Whistler de fato tem vários programas para quem busca esportes de inverno. O destino da província de British Columbia, no entanto, surpreende por ter também vários atrativos para quem não quer esquiar.

Fora das pistas na neve, é possível se divertir em lugares tão diversos quanto um spa ao ar livre ou um novo e bem montado museu de arte. Veja o que fazer em Whistler sem subir em um par de esquis ou numa prancha de snowboard.

Ruas de Whistler no inverno - Fotos: Nathalia Molina

Ruas da vila de Whistler no inverno – Fotos: Nathalia Molina

1 : Citytour na neve com passeio a 436 metros


Cruzar o ar de uma montanha a outra, flutuando por 4,4 quilômetros. A experiência na gôndola Peak 2 Peak, na estação Whistler Blackcomb, não vale só para quem pratica esportes na neve — já que o meio de transporte possibilita transitar pelo centro de esqui em apenas um dia. A 346 metros de altura, a vista exibe picos, geleiras, rios, lagose a vila, longe no horizonte.

Whistler no Canadá - Neve - Estação de Esqui - Gôndola Peak2 Peak - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

Ao longo de 4,4 quilômetros, flutando entre uma montanha e outra

Olhe para baixo também, para ver a bela sequência de pinheiros subindo a montanha

Olhe para baixo também, para ver os pinheiros subindo a montanha

Durante o trajeto, que leva 11 minutos para ser concluído, não deixe de olhar para baixo. O tapete de pinheiros cobre as montanhas e o vale. Para apreciar melhor a beleza da vegetação, embarque no bondinho prateado. No chão, bem no centro do bondinho, há uma janela para a paisagem. Eu experimentei esse e o tradicional e digo que foi uma das experiências mais bonitas da minha recente viagem ao Canadá.

Durante a temporada de neve, quem compra o ticket de sightseeing à venda pela estação pode visitar as duas montanhas do centro de esqui, Whistler e Blackcomb. Caminhar na neve, saber curiosidades da gôndola na Viewing Gallery e registrar tudo em fotos, é claro.

Curiosidade sobre Peak 2 Peak em Whistler - Gôndola da Estação de Esqui no Canadá - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

Você sabia?

2 : Spa ao ar livre na montanha

O conceito é bem bacana, por isso, fui até lá experimentar o Scandinave Spa. Inaugurado em Whistler em 2010, mantém três outras unidades no Canadá: Montreal e Mont Tremblant (em Québec) e Blue Mountain (em Ontario). O spa propõe um circuito a ser seguido, alternando entre experiências super aquecidas e geladas, em cerca de duas horas.

A ideia é essa. Digo a ideia porque tenho de admitir que, numa noite de temperatura ambiente em torno de -10°C, não consegui cumprir a proposta infelizmente. Me animei com a piscina a 40°C. Que gostoso… Relaxei, mas, na hora em que saí, em vez de ir para o momento cool off, me joguei na sauna seca, quentinha.

Num clima mais ameno, deve ser revigorante. Distante 1,5 quilômetro da vila, o lugar é silencioso (sem celulares e bate-papo) e lindo (com caminhos e piscinas ao ar livre). O visitante recebe roupão para usar ao sair de cada espaço. Sente só a atmosfera e vê que lindo é esse lugar no vídeo do Scandinave.

 

3 : Centro cultural sobre os primeiros povos

O bonito Squamish Lil’wat Cultural Centre mostra a história, os costumes e a cultura de duas Primeiras Nações que viviam na área da atual província antes de os europeus chegarem por lá. No espaço de cerca de 2,8 mil metros quadrados, a apresentação é abrangente. Você sai de lá entendendo que são os povos squamish e lil’wat e conhecendo melhor o Canadá.

Whistler - Squamish Lilwat Cultural Centre - Primeiras Nações do Canadá - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

A Nação Lil’wat e suas vestimentas típicas

É um programa para meio dia de passeio e pode ser visitado antes ou depois do Audain Art Museum, museu a uns dez minutos de caminhada. Entre um lugar e outro, você pode comer algo no café Thunderbird, do centro cultural. Serve pratos com influência da comida desses povos. Eu tomei um creme (chowder) de milho com pedaços de salmão, acompanhado de pão. Caiu muito bem, pelo sabor e pela temperatura, que me aqueceu na neve canadense.

Passe na lojinha para garantir um souvenir diferente. Comprei lá para o meu filho de 7 anos um livro de colorir com desenhos de animais usados nos tótens das Primeiras Nações.

Primeiros Habitantes do Canadá - Primeiras Nações - Squamish Lil'wat Cultural Centre em Whistler - História e Cultura Aborígene - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

Construção em harmonia com a natureza

4 : Museu com a arte de British Columbia

A construção de desenho arrojado do Audain Art Museum guarda 200 obras de arte, em 5,2 mil metros quadrados de área. O acervo do colecionador Michael Audain conta a história de 200 anos de arte da região costeira de British Columbia. Inclui belas máscaras das Primeiras Nações que habitavam a província. Também expõe quadros de Emily Carr, pintora nascida em British Columbia, inspirada pela cultura desses antigos povos.

Whistller - Audain Art Museum - Museu no Canadá - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

Máscaras da coleção permanente

Audain Art Museum em Whistler no Canadá - Arte - Museu - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

Pinturas do acervo do museu canadense

Novinho, o Audain Art Museum tem um ano de existência — abriu em março do ano passado. Além da exposição permanente, o museu organiza temporárias, como Matisse Drawings (em exibição até o dia 22 de maio), com 45 desenhos do francês Henri Matisse.

5 : Compras na vila de Whistler

O charmoso Village Stroll, passeio público da vila sem circulação de carros, é ótimas para sair andando e parando para espiar o comércio. Lojas de roupas esportivas, é claro, são várias: há de North Face a Patagonia. Quem faz esportes de neve pode conferir as novidades em uma das lojas da Can-Ski, de Whistler Blackcomb. Marcas como Gap e The Body Shop também são vistas no centrinho.

Não fique só em vestimenta e acessórios. Whistler tem joalherias e galerias de arte, por exemplo. As chocolateiras locais também são uma perdição. Uma das mais famosas — com loja em Vancouver também — é a Rocky Mountain Chocolate Factory, fundada na vila em 1988. A variedade de produtos é enorme: há trufas, toffees, pipocas caramelizadas e fudges, entre outros. Eu gosto muito das barras orgânicas produzidas pela Whistler Chocolate, especialmente as de cacau 70%. São encontradas em mercados, como a Whistler Grocery Store. Além de gostosos, bombons e barrinhas dão um bonito presente de viagem.

Esqui no Canadá - Touca e Chocolate - Canadá - Foto Nathalia Molina @ComoViaja

Barrinha do Whistler Chocolate Cacao 70%


* Nathalia Molina é jornalista de viagem e especialista em Canadá. Também escreve o Como Viaja, com dicas e experiências no Brasil e no exterior. Acompanhe pelo instagram @ComoViaja e pelo facebook ComoViaja