Blythswood Square: surpresa hoteleira em Glasgow

Blythswood Square: surpresa hoteleira em Glasgow

Mari Campos

03 Novembro 2017 | 09h32

A recepção, cheia de vermelho e branco


Cheguei a Glasgow cheia de novas expectativas sobre a cidade. Afinal, apesar da má fama que teve em décadas passadas, Glasgow, a maior cidade escocesa, se converteu nos últimos anos numa cidade cool, cheia de oferta cultural. De fato, trata-se de um excelente destino sobretudo para fãs de arte contemporânea, com mais de vinte museus e grandes galerias espalhados pela cidade – incluindo a incrível Burrell Collection e o arrojado Riverside Museum.

Passeei muito, visitei lugares incríveis, bati altos papos com gente interessente, comi e bebi muito bem e até fiz meu próprio gin, como já contei aqui. Mas preciso dizer que algo que também me impressionou muito por lá foi minha escolha hoteleira: fiquei no delicioso Blythswood Square Hotel, um hotel de design super contemporâneo e artsy instalado dentro de uma mansão georgiana. Dali, são literalmente minutinhos de caminhada até o centrinho da cidade e os restaurantes e bares mais gostosos  – fiz quase tudo por lá caminhando durante todo o período em que me hospedei na cidade.

Parte do lobby do hotel. Crédito: Mari Campos

 

O hotel fica na adorável praça homônima, que desde o começo do século XIX tem seus jardins adoráveis rodeados por townhouses georgianas que naqueles tempos eram habitadas pela elite escocesa. O lobby é uma linda surpresa: mistura com perfeição a arquitetura original do edifício com o design ultra contemporâneo dos móveis – incluindo muito vermelho nos tecidos – e o staff da recepção não mede esforços para solucionar problemas rapidamente (tive um problema com a minha banheira no check in, já de noite,  e as meninas se desdobraram em minutos para dar um jeito de resolver).

Apesar de grande (são cem quartos!), o hotel tem clima de boutique. Quieto, tranquilo, silencioso. Mesmo no café da manhã – que foi quando me dei conta da grande quantidade de hóspedes – o ambiente bastante agradável. Os quartos têm decoração similar mas ao mesmo tempo diferente: os banheiros de puro mármore são belíssimos e espaçosos, mas os tecidos e cores utilizados na decoração dos quartos em si muda aqui e ali. A disposição dos cômodos também pode mudar ligeiramente. Alguns quartos têm vista para a cidade mas a maioria – inclusive o meu! – têm vista para o próprio prédio, numa espécie de micro pátio. Os quartos “standard” são pequenos, mas curiosamente todas as outras categorias são bastante espaçosas. Meu quarto era bastante grande, com uma “janela” entre quarto e banheira que podia ser mantida aberta ou fechada, e bastante luz natural vindo dos janelões.  Wifi de ótima qualidade, gratuito como deve ser.

 

Detalhe do quarto. Crédito: Mari Campos

 

O café da manhã tem excelente serviço, misturando um pequeno buffet de pratos frios em geral e um louvável menu de pratos quentes à la carte, feitos na hora, no maior capricho. Não fiz outras refeições no hotel além dele, mas vi que serve almoço, chá da tarde e jantar diariamente. No mezzanino há um pequeno mas animado bar. No subsolo, o spa  tem piscina, jacuzzi e sauna e estava deliciosamente sossegado nos finais de tarde dos meus dias por lá.

Mas um dos maiores atrativos do Blythswood é seu preço: mesmo sendo um hotel de luxo,  suas diárias começam em convidativas 120 libras, incluindo café da manhã para dois – e é family-friendly.  Delícia de hotel.