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Chamando o verão

Esse domingo, enquanto passeava junto a uma praia, vi duas moças comprando tremoço e castanha de caju (não vem do Pará mas é bem boa, por vezes). Apesar de a gente ainda estar em pleno inverno, a verdade que comer essas duas coisas – como pevides, ou caracóis ou amêijoa – nos faz viajar rapidamente até ao verão, onde geralmente comemos essas coisas todos os dias. Sabe aqueles cheiros, aqueles alimentos que sempre fazem você lembrar um momento ou uma pessoa ou uma estação do ano? Isso em Portugal acontece com alguns petiscos bem particulares, que imediatamente nos recordam os dias de sol e de calor, quando a gente pode ter o pé na areia todo tempo, e a pele bem salgada do sol. Por exemplo: Amêijoas à bulhão pato e vinho branco; Tremoço com uma imperial bem fresca (um chope gelado, portanto); Peixe grelhado com salada mista; Caracóis com imperial; Qualquer salada super fresca, mas preferencialmente com camarão ou salmão ou outro marisco; Vinhos frisantes (impossíveis de tomar no frio do inverno!) Todos aqueles sorvetes que vêm em taças do tamanho do nosso antebraço, com muita fruta fresca e toppings variados. É um pouco como a água de côco que me lembra o Rio de Janeiro, ou o pastel de vento que sempre me leva até minha amada São Paulo; o camarão-tigre que me faz viajar até Moçambique ou os churros que recordam Madrid. Nesse caso, essas comidas simplesmente me levam para uma estação do ano que eu adoro. Os dias são maiores, todo o mundo anda mas feliz e sempre é possível almoçar na rua, pegando aquele sol que nos impede de ficar bem pálidos. E como ainda teremos mais dois meses de Inverno até a

Margarida Vaqueiro Lopes 23 Janeiro 2018 | 10h38

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