As crianças estão morrendo de fome

Margarida Vaqueiro Lopes

21 Fevereiro 2017 | 13h28

O alerta foi feito essa terça-feira, 21, pela UNICEF e os números são impressionantes: há 1,4 milhões de crianças que podem morrer de fome nos próximos meses. No total, 20 milhões de pessoas estão ameaçadas pela fome em quatro países, sobretudo por causa da guerra no Sudão do Sul, na Nigéria e no Iémen, e devido à seca que se tem feito sentir na Somália.

Os responsáveis da UNICEF estão pedindo ajuda imediata para uma situação que nunca antes foi vista: no máximo, dois países sofriam com a fome ao mesmo tempo. Quatro é uma enormidade e é urgente que a comunidade internacional se una para combater esse flagelo dos países menos desenvolvidos.

Apesar de se ter noção de que será impossível salvar todo o mundo – muitas das pessoas, das crianças identificadas já estão num estado severo de mal nutrição e provavelmente quando a ajuda chegar será demasiado tarde – é importante fazer algo pelas muitas vidas que será possível proteger.

Os relatórios das autoridades mundiais mostram que países como a China e os EUA, por exemplo, sofrem com excesso de consumo, e estão destruindo o planeta – se todos vivêssemos o mesmo estilo de vida, seriam precisos uns 4 planetas Terra. O consumismo tem aumentado nos últimos anos, seja em Brasil ou em Portugal, onde se tem multiplicado, entre outras coisas, o desperdício alimentar. Se tivermos atenção a apenas essas duas questões – gastar menos dinheiro e estragar menos comida, que invariavelmente fará gastar menos dinheiro também – e pudermos enviar parte dessa verba para ajudar, podemos fazer a diferença no mundo.


Tal como as crianças da Síria, essas também podiam ser os nossos filhos. Hoje em dia, não é tolerável ter mais de um milhão de crianças morrendo de fome. Não é possível!

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