Olá!, 2017!

Margarida Vaqueiro Lopes

03 Janeiro 2017 | 11h12

Queridos leitores, antes de mais um FELIZ 2017!! Me desculpem a ausência, mas durante esses dias estive viajando e em Moçambique, o país que fui visitar, a internet não é lá grande coisa. Assim, e uma vez que só ontem voltei a Lisboa, gostaria de partilhar convosco em jeito de resumo algumas coisas que foram acontecendo em Portugal nesses últimos dias, só para a gente ter uma entrada suave nesse novo ano. Daqui a uns dias volto com um tema só, como é habitual.

Então!, coisas importantes:

  1. O antigo presidente da República Mário Soares, responsável, entre outras coisas, pela entrada de Portugal na União Europeia, continua internado. Há mais de duas semanas que ele foi hospitalizado, estando com prognóstico super reservado, e ninguém sabe se ele vai recuperar. Todos os dias os médicos fazem um reporte do estado de saúde do antigo líder de Portugal, mas até agora as notícias não são animadoras.
  2. O salário mínimo nacional foi atualizado para 557 euros – dos atuais 530 euros. A luta pelo aumento do salário mínimo era sobretudo cara aos partidos mais à esquerda – Bloco de Esquerda e Partido Comunista – que apoiam o governo socialista de António Costa. Em Portugal, quase um milhão de pessoas recebe o salário mínimo – se tivermos em conta que no final de 2015 havia 4,5 milhões de pessoas trabalhando, isso significa que mais de um quinto delas recebem apenas o salário mínimo. Os salário médios, em Portugal, são quase o dobro desse valor…
  3. Os preços de várias coisas aumentaram com a chegada desse novo ano. Apesar de a inflação ser super controlada por aqui, no ano passado houve uma subida moderada desta taxa. Em 2017 os preços devem subir para 1,4%, e mesmo que alguns impostos baixem, a verdade é que pode ser que muitos portugueses percam poder de compra. A saber: cerveja, aguardente, vodka e o vinho do porto – para dar alguns exemplos – ficam mais caros. O preço do azeite também deverá subir, tal como o aluguel das casas e o preço da eletricidade. Os pedágios e os transportes públicos também vão ficar mais caros.
  4. Dar prioridade a gestantes, idosos, pessoas com deficiências ou pessoas acompanhadas por crianças até aos 2 anos passa a ser obrigatório tanto em serviços públicos como privados. Até agora esta era uma regra válida apenas para serviços públicos. Com essa nova lei, quem não cumprir a obrigatoriedade imposta pelo Governo pode ser multado, por incorrer em contraordenação social. As multas, para indivíduos, variam entre os 50 e os 500 euros. As empresas ou instituições podem ser castigados com multas entre os 250 e os 1000 euros.

Ao terceiro dia de 2017 ainda há todo um mundo de coisas para acontecer, mas essas já revelam que esse, possivelmente, não vai ser um ano tranquilo no que a alterações diz respeito. Vamos aguardar, serenamente, como é nosso apanágio aqui na ‘terrinha’ 🙂

Um bom ano para todos aí desse lado do Atlântico são os meus desejos nesse primeiro texto de 2017!