Um sapato de princesas

Margarida Vaqueiro Lopes

04 Agosto 2016 | 10h00

Josefinas ‘Paris’. © Todos os direitos reservados.

A gente abre o armário, escolhe a roupa para aquela reunião importante e calça aquele sapato bem legal, saltão alto, tudo para ficar com um look irrepreensível. E aí vem uma lembrança: a reunião é na outra ponta da cidade, a gente tem que caminhar uma distância imensa, o dia vai ter umas 20 horas…não tem como. O ideal é usar uma sapatilha, mas todas as que vemos estão ridiculamente estragadas. Ou são, simplesmente, demasiado informais. Ou pior: são tão pouco confortáveis como aquele salto alto. Que mulher nunca passou por essa situação?

E por que estou eu falando disso tudo? Porque nasceu em Portugal, há uns três anos, uma marca que fabrica sapatilhas quase indestrutíveis. Bom, não é bem isso, mas na verdade, são muito resistentes a água, lama, calor, terra, sujeira no geral. E são LINDAS. Juro!

Obviamente, são de couro e fabricadas à mão por mestres sapateiros portugueses. Não sei se é sabido, aí no Brasil, que Portugal tem efetivamente uma história incrível no mercado do calçado. Há várias fábricas, designers e artesãos que ao longo dos anos têm levado o nome de Portugal muito longe nesse setor, com produtos de muita qualidade.


Do básico ao super luxuoso

Adiante. As Josefinas – o nome é uma homenagem à avó de Filipa Júlio, fundadora da marca – são o sapato que qualquer mulher gostaria de ter no armário. Feitas individualmente por mestres sapateiros portugueses numa fábrica no norte de Portugal, com materiais de muita qualidade e que garantem conforto máximo – assim afirmam as suas criadoras – esse sapato para além de ser muito bonito, está preparado para durar uma vida. E claro, para fazer bonito em qualquer reunião importante. Ou em qualquer evento social, a bem da verdade. E no fundo, é exclusivo, uma vez que é totalmente feito à mão!!

Ao longo desses três anos, as Josefinas passaram da linha mais básica, de padrão liso e cores variadas, para oferecer um conjunto incrível de modelos: tem com cristais, cobertas de veludo, com couro envernizado, com possibilidade de aplicar uns stickers e inspiradas na história de Thelma e Louise. Esse ano a coleção conta até com sandálias e ténis. O design é arrojado e as cores são bem intemporais.

Para além disso, a marca tem também estado de mãos dadas com várias causas sociais: foi criado um modelo ‘Mãe e filha’, com dois pares de sapatilhas, cujas vendas revertem para ajudar à construção de escolas e à compra de uniformes para crianças em países em conflitos (confira aqui); a marca criou também uma coleção ‘Women for Women’, em parceria com a organização mundial com o mesmo nome, e parte das receitas são dedicadas a ajudar mulheres em risco.

E houve ainda uma edição especial, em 2015, com topázios, que fez das Josefinas a sapatilha mais cara à venda em todo o mundo – o valor era superior a 3.000 euros, ou 10 mil reais, ao câmbio atual.

Onde comprar?

E agora o que realmente importa: onde e como se pode comprar um parzinho dessas belezuras, não é? Então, contra todas as expectativas, apesar de a empresa ser bem portuguesa e fazer questão de que toda a produção seja feita no país, a primeira loja física da marca abriu portas em…Nova York, esse ano! Maaaaas, calma! Apesar de ser uma viagem tentadora, não é preciso ir até lá para ter um par dessas lindas sapatilhas. Basta ir à loja online e encomendar.

Eu pedi à marca uma simulação para vocês poderem fazer as contas. Pela experiência deles, basicamente, os sapatos ficam praticamente no dobro do preço, com os impostos. A título de exemplo, o modelo Paris (que custa cerca de 528 reais) fica por cerca de 1000 reais e chega na sua porta, em São Paulo, em uma semana – fora o tempo de produção, claro.

Outra opção é aproveitar uma viagem a Portugal para encomendar umas. Como elas demoram um pouco a ser produzidas, o melhor é encomendar com antencedência e mandar entregar no hotel, por exemplo. Ou então ir até Nova York e experimentar a qualidade portuguesa bem no meio de Manhattan (a loja fica no 252 de Elizabeth Street). Por que não? 🙂

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