Madeira: paraíso português

Madeira: paraíso português

Margarida Vaqueiro Lopes

13 Fevereiro 2018 | 15h17

Bem no meio do oceano Atlântico, a ilha da Madeira se tornou conhecida do grande público nos últimos anos por uma razão muito particular: Cristiano Ronaldo. O menino de ouro de Portugal, ganhador de cinco Bolas de Ouro, é natural dessa pequena ilha portuguesa cheia de encantos e recantos ainda por descobrir, e faz questão de o anunciar e promover a ilha em vários momentos da sua vida.

Mesmo para muitos portuguesas, essa ilha que faz parte dos destinos turísticos dos ingleses há séculos ainda é bem desconhecida – a proximidade do resto da Europa, com Madrid a 45 minutos de voo e Paris a pouco mais de 2 horas, faz com que a gente se esqueça desse património facilmente. Mas a verdade é que o clima ameno – as temperaturas rondam os 20 graus o ano inteiro – e a simpatia dos ilhéus valem muito a pena. Para além de uma beleza natural muito especial, a ilha é ainda casa de um monte de programas culturais, festinhas, segrdos gastronômicos e experiências que dificilmente você vai experenciar em outros lugares.


Na capital da ilha, o Funchal, as opções são às centenas e você pode escolher de um leque variadíssimo de hotéis, hostels ou alojamentos locais. Da última vez que tive oportunidade de ir na Madeira, tive o privilégio de ficar hospedada no  Belmond Reid’s Hotel, pertencente à cadeia inglesa Belmond e um lugar cheio de história.

Delicadezas do serviço no quarto

O antigo primeiro ministro Winston Churchill ficou hospedado nesse hotel, e adorava pintar na sacada virada para o mar. O edifício tem sido recuperado recentemente, guardando os traços da construção original, mas gnahando a contemporaneidade e comodidade que os tempos modernos pedem. Se você valoriza um serviço de excelência, produtos de qualidade e boa comida, esse é o lugar: não deixe de experimentar o tradicional Chá das Cinco (precisa reservar porque é sempre super concorrido), servido em frente ao mar. Chá inglês, sandwiches (a de camarão ganhou meu coração, mas a de abacate originário da Madeira é bem gostosa também), scones – e esqueça se acha que só vai comer um – servidos com manteiga e natas e várias compotas, e uma seleção de petit fours compõem o menú. Aos Domingos, o Chá Dançante é uma refeição servida perto do jantar, acompanhada com música ao vivo e que, como o nome indica, tem também um espaço para que as pessoas dancem 🙂

Café da manhã no Belmond’s

Para além de uma piscina exterior aquecida, há ainda um SPA à disposição de todo o mundo, e jardins onde a pessoa pode se perder durante horas, numa calma e silencio apenas quebrados pelo barulho do mar batendo nas rochas. E claro, os restaurantes: o William tem uma estrela Michelin, e é liderado pelo chef Luis Pestana. Me encantei com o leitão e com as vieiras e ainda consegui um espacinho para a deliciosa sobremesa cheia de sabores da ilha:o bolo de mel de cana, o gelado de fruta…enfim! Vai e experimenta que é melhor do que falar. O outro restaurante do hotel, o Villa Cipriani é, como o nome indica, italiano. Mas que italiano, minha gente…No dia em que fui lá eu até que estava com pouca fome. Mas e resistir?

Como fui com um grupo de pessoas, deu para provar um pouquinho de cada prato – e posso assegurar que estavam todos ma-ra-vi-lho-sos. Destaque para a entrada de caranguejo (incrível, incrível) e para a de vieiras (deliciosa). Eu optei por um risotto de cogumelos que estava bem no ponto, mas nem consegui terminar. É que eles decidiram nos presentear com uma focaccia de alecrim, no início da refeição, e eu já estava rebolando. Se gostar de fígado, vale bastante a pena provar a sugestão do restaurante – estava muuuito bem confecionado.

Dessa vez eu tive sorte e peguei também o mercado de Natal, bem no centro do Funchal, capital da ilha, onde há um monte de opções para quem, como eu, resiste pouco a boa comida e boa bebida: bolo do caco – uma espécie de pão com pouco fermento que é delicioso comido quente com manteiga, pão com linguiça e queijo, e claro…PONCHA. A bebida tradicional da Madeira é feita com aguardente de cana-de-açucar, açucar e limão e já há umas variações com Maracujá e tal que eu não adoro mas que são legais de experimentar.

O mercado de Natal no centro do Funchal

E bom, dessa vez é tudo, mas prometo voltar em breve com mais algumas sugestões dessas ilhas nacionais que a gente tem por cá, e que são uma ótima opção quando esse inverno ridículo do hemisfério norte teima em não terminar nunca! É que pelo menos nas ilhas a gente sempre pega umas temperaturas acima dos 20 graus.

Vista do ascensor da Fajã dos Padres, um dos lugares de difícil mas super maravilhoso acesso.