Portugal e Brasil querem fazer negócio

Margarida Vaqueiro Lopes

15 Março 2017 | 09h37

Que há um monte de empresas portuguesas e brasileiras operando nos dois mercados é sabido, né? Mas agora os empresários parecem estar se focando cada vez mais naquilo que cada país pode fazer pelo tecido empresarial do outro. No dia 8 desse mês, em Lisboa, a Câmara do Comércio e Indústria Luso-Brasileira organizou um debate sobre ‘As relações empresariais Portugal-Brasil’. Agora, o escritório de advogados Clemente V. Galvão, de Portugal, decidiu organizar um colóquio sobre ‘Oportunidades de Investimento em Portugal e no Brasil.

Através de uma parceria com o Consulado Português em São Paulo e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), amanhã (16) haverá um grande debate de ideias entre empresários, gestores e especialistas, no Consulado de Portugal. A parte legal é que podem ser feitos vários contatos com os presentes: António de Sousa (fundador da ECS Capital), Paulo Lourenço (Cônsul Geral de Portugal em São Paulo), Miguel Guiomar, Senior Manager do Haitong aí em SP…vai marcar presença, ainda, Laura Bumachar, da Soares Bumachar Advogados; Marcos Abe do Abe, Guimarães e Rocha Neto; Moisés Herszhenhorn, da Wharehouse Intestimentos entre outros.

O advogado português Clemente Galvão, sócio do escritório que está organizando a iniciativa, vai ser o moderador e pode ainda ouvir Nuno Rebelo de Sousa que encerrará a discussão. Rebelo de Sousa é o presidente da Federação das Câmaras Portuguesas no Brasil, para além de Diretor de Relações Institucionais da EDP Brasil.

Atualmente, cerca de um terço das empresas cotadas no principal índice bolsista português, o PSI 20, já têm presença do Brasil. Além delas, muitas têm procurado desse lado do Atlântico a dimensão que Portugal nunca poderá lhes dar pelas limitações geográficas e econômicas. Numa altura em que Portugal está saindo de uma crise financeira épica e que o Brasil atravessa um período interessante em termos de restruturação política e econômica, essa vontade de os dois países caminharem mais próximos pode ser uma mais-valia. E apesar de haver exemplos de negócios desastrosos – estou aqui me lembrando, de repente, da compra da Oi, pela antigo Portugal Telecom e das suas consequências… -, a verdade é que há muito boas razões para investir na terrinha. E para a terrinha investir no gigante sul-americano. Vamos trabalhar nisso, então, não é?


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