Portugueses vão ter mais dinheiro no bolso em 2016

Margarida Vaqueiro Lopes

30 Novembro 2015 | 12h18

O governo português vai implementar, já, várias medidas que têm como objetivo aumentar o dinheiro que os portugueses têm disponível, todos os meses. A ideia é acabar com a austeridade de uma forma menos progressiva daquilo que estava previsto com o governo anterior (conservador de direita), e que se refletirá, basicamente, em repor os salários da função pública e baixar já alguns impostos. A ideia do governo liderado pelo socialista António Costa é que essas medidas relancem o consumo interno e façam mexer a economia.

Entre as decisões mais populares está a redução do IVA (o imposto sobre o consumo) na restauração, em dez pontos percentuais, de 23% para 13% e o aumento do salário mínimo de 505 para 530 euros. Segundo dados da Pordata, nos últimos quinze anos, o salário mínimo subiu cerca de 300%, ou 40%, em Portugal, tendo ficado congelado entre 2011 e 2014 nos 485 euros por conta da crise financeira.

O aumento de 25 euros pode parecer insignificante em si, mas ele terá um custo elevado para o estado, apesar de essas contas ainda não estarem fechadas. É certo que a decisão aumentará o bolo de 200 milhões de euros (cerca de 800 milhões de reais) de despesa acrescida com salário que o governo terá já no primeiro trimestre de 2016, segundo as contas do Executivo.

Isto porque os partidos mais à esquerda exigiram, em troca do apoio ao Partido Socialista, que os salários na função pública começassem já em Janeiro a ser repostos, a um ritmo de 20% por trimestre. Isso significa que no final do ano todos os funcionários já têm o salário por inteiro, quando a proposta inicial do PS era que essa reposição só ficasse completa em dois anos.


É certo que as famílias vão ficar com mais dinheiro disponível para gastar, todos os meses. Mas a grande dúvida que paira atualmente no país é: de onde virá esse dinheiro e quando isso custará a Portugal no futuro. Todos estamos rezando para que não custe um novo regresso da troika (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) ao país para resolver o problema.

 

Acompanhe o blogue no Facebook. 🙂

Mais conteúdo sobre:

António CostaausteridadeIVAPS