Viva a Liberdade!

Viva a Liberdade!

Margarida Vaqueiro Lopes

25 Abril 2017 | 07h33

Hoje, quando passar na Avenida da Liberdade ou no Chiado, vai encontrar as ruas todas vestidas de gala, muitas lojas fechadas e muita música tocando. Portugal celebra o 25 de Abril, que há 43 anos restaurou a democracia no país. E pela primeira vez, a data é celebrada sem Mário Soares, considerado o pai da democracia, que morreu no início do ano. É um ano de muita emoção, mas que continua sendo de muita alegria no país.

O [doce] cravo do 25 de Abril reinventado pelo meu sobrinho de 9 anos.

O [doce] cravo do 25 de Abril reinventado pelo meu sobrinho de 9 anos.

Resumindo, para o caso de nunca ter ouvido a história, no noite de 24 para 25 de Abril, os militares portugueses, liderados pelo capitão Salgueiro Maia, sairam às ruas para tomar o poder em Lisboa. A ‘revolução dos Cravos’ foi pacífica – e se chama assim porque praticamente não houve tiros disparados. Ao invés disso, cravos foram colocados no cano das espingardas dos militares – e alteraria para sempre a sociedade portuguesa.

Fazem parte da história desse dia duas músicas que ainda hoje todo o mundo conhece: “E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho e “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso. As duas canções foram usadas como senhas de início da revolução, e passaram na rádio nacional. Zeca Afonso morreu ainda nos anos 1980, mas Paulo de Carvalho continua a atuar todos os anos nesse dia, em jeito de memória da revolução. Por isso, não estranhe se ouvir tocar essas músicas nas ruas, nas rádios ou nas lojas. Elas fazem parte da nossa história e a gente ainda hoje as ouve muitas vezes. Sobretudo nos dias 25 de Abril: é que a Liberdade é demasiado valiosa para que a gente se dê ao luxo de nos esquecermos do seu valor.