Belém do(s) Pará(enses)

Belém do(s) Pará(enses)

Daniel Ribeiro

02 Junho 2016 | 14h13

O Pará, se fosse um país, seria o 22º do mundo em território e a maioria dos turistas ignora a quantidade de coisas legais que tem por lá. Floresta, rio, mar, metrópole e uma das culinárias mais saborosas do Brasil.  A capital, Belém, guarda lugares e atividades que encantam os turistas.

Conversei com três belenenses radicados em São Paulo para saber do que eles mais têm saudades de Belém e o que indicam para os turistas que visitam a cidade.

O cantor e compositor Arthur Nogueira diz que é obrigatório fazer turismo gastronômico na capital paraense. Se der para juntar um passeio com uma boa comida, melhor ainda – e nós concordamos enfaticamente com isso. “Logo quando chego, gosto de dar um passeio na Estação das Docas, no fim de tarde, para tomar um sorvete da Cairu – o melhor do mundo”, conta.

Já o estilista Rege Dantas deu dicas de uma balada, um bar e um parque para mostrar o lado mais descolado da cidade.


O produtor de TV Marcos Corrêa indica um bar onde rola a típica roda de carimbo, um dos ritmos típicos do estado. E uma feira para encontrar, entre outras coisas, arte marajoara – um tipo de cerâmica de centenas de anos encontrada na região e hoje reproduzida por diversos artesãos.

Arthur Nogueira

Arthur Nogueira. Foto: Bárbara Almeida/ DIvulgação

Arthur Nogueira. Foto: Bárbara Almeida/ DIvulgação

Estação das Docas

Estação das Docas, parada obrigatória em Belém. Foto: Manoela Pacheco/ Divulgação.

Estação das Docas, parada obrigatória em Belém. Foto: Manoela Pacheco/ Divulgação.

Além do sorvete de cairu, o lugar tem o chope na Amazon Beer, de frente para o rio. “Aquele cenário é a cara de Belém. A Amazon Beer produz cervejas artesanais aromatizadas com frutas da região. A Witbier de taperebá é uma das minhas preferidas”.

Av. Castilho Franca, s/n – Campina, Belém

Ilha do Combu

“Outro programa bacana, no sábado, é ir até a Praça Princesa Isabel, pegar um barco e ir almoçar na ilha do Combu. Lá, a pedida é comer um peixe frito na Saldosa Maloca (com L mesmo!) e tomar um banho de rio”.

Tacacá na rua

“Também não dá para passar em Belém sem tomar um tacacá na rua, à tardinha. Um dos mais famosos é o da Avenida Nazaré, em frente ao Colégio Nazaré. O tacacá é um caldo preparado com tucupi, goma de mandioca, camarões e jambu, a famosa erva que a Dona Onete diz que faz tremer, por causa da sensação de formigamento na boca”.

Avenida Nazaré, 902 – Nazaré, Belém

Rege Dantas

Rege Dantas. Foto: Reprodução/ Art Battle Brasil.

Rege Dantas. Foto: Reprodução/ Art Battle Brasil.

Estúdio Gotazkaem

“O Gotazkaem é um espaço que reaproveitaram para fazer um estúdio de fotografia e à noite ele vira uma baladinha alternativa”

Travessa Rui Barbosa, 543. – Reduto, Belém

Parque da residência

Parque da Residência. Foto: Secretaria de Cultura do Pará/ Divulgação

Parque da Residência. Foto: Secretaria de Cultura do Pará/ Divulgação

“Um lugar bem bonito onde as pessoas podem marcar encontros, ver a antiga casa do governador na época da Béle Époque, tomar sorvete em um bondinho antigo, comer em um bom restaurante e visitar um orquidário”

Av. Gov. Magalhães Barata, 830 – São Brás, Belém

Bar Meu Garoto

“Um bar simples, mas muito frequentado no início da noite paraense por ter começado a fabricar a famosa cachaça de Jambu que deixa a boca formigando”

R. Sen. Manoel Barata, 928 – Campina, Belém

Marcos Corrêa

Marcos Corrêa. Foto: Arquivo pessoal.

Marcos Corrêa. Foto: Arquivo pessoal.

Bar Coisas de Negro

“Lá rola roda de carimbó. Super tradicional, o carimbo é um ritmo maravilhoso. O público mistura dançarinos de grupos folclóricos com pessoas comuns. Parece um espetáculo de tão bonito. Saias rodadas girando e som de carimbó ao vivo”

Tv. Cristóvão Colombo, 1082 – Cruzeiro, Belém

Feira de Artesanato do Paracuri

“Uma feira que comercializa artesanatos de cerâmica marajoara e tapajônica. Além de comprar artesanatos incríveis, a feira permite um passeio pela Orla de Icoaraci: com vista para o rio e barracas de comidas típicas”.

Praça São Sebastião – Orla de Icoaraci, Belém

 

Dicas do Viagem Sem Fim

Certamente os paraenses sabem muito mais do Pará que eu, mas aproveito aqui para dar as minhas dicas: não deixem de ser turistas em Belém e visitem os pontos mais tradicionais. Como Belém é uma das minhas cidades favoritas, seguem as minhas indicações.

Museu Emilio Goeldi

O museu biológico é fica em um terreno cheio de árvores com diversos animais e muita informação sobre a fauna e a flora paraense. Se você estiver em uma viagem curta e não for se aprofundar na floresta, é sua chance de ver uma onça e até a ariranha, um bichinho fofo que devora pessoas.

Av. Governador Magalhães Barata, 376 – São Bráz, Belém

Mangal das Garças

Os guarás adultos no Mangal das Garças. Foto: Daniel Ribeiro

Os guarás adultos no Mangal das Garças. Foto: Daniel Ribeiro

O parque abriga uma série de espécies de aves e também o Museu da Navegação que expõe desde canoas indígenas originais, até réplicas de naus. Lá você poderá ver de perto os guarás, ave típica do norte do Brasil. Os guarás nascem cinza e de tanto comer camarão, ficam bem vermelhos.

Passagem Carneiro da Rocha, s/n – Cidade Velha, Belém

Ver-o-Peso de madrugada

Ver-o-Peso de madrugada, quando o mercado de peixe ferve. Foto: Daniel Ribeiro

Ver-o-Peso de madrugada, quando o mercado de peixe ferve. Foto: Daniel Ribeiro

 

O Mercado Ver-o-Peso é uma das atrações mais clássicas da cidade e é uma ótima opção para experimentar o típico açaí com peixe – o peixe vem frito e o açaí processado e sem açúcar, granola, nada disso: purinho. Mas é a partir das duas da manhã que o verdadeiro mercado de peixe acontece. As embarcações chegam e começam a negocias a pescaria das últimas semanas. Vá de táxi, o entorno é bem perigoso a essa hora.

 Tv. Marquês de Pombal, 75 – Cidade Velha, Belém