Ouro Preto: história, arte e cachaça

Ouro Preto: história, arte e cachaça

Daniel Ribeiro

21 Abril 2016 | 06h10

Uma das muitas vistas, sempre parciais, de Ouro Preto.

Uma das muitas vistas, sempre parciais, de Ouro Preto.


Há 224 anos, Joaquim José da Silva Xavier foi enforcado no Rio de Janeiro e sua cabeça foi levada para a Praça Tiradentes, nome pelo qual era conhecido, na cidade de Vila Rica, hoje chamada Ouro Preto. Até hoje comemora-se o dia de Tiradentes por ter sido um mártir da luta pela independência do Brasil de Portugal. De lá para cá a cidade mudou, mas não muito.

Ouro Preto é conhecida por seu patrimônio histórico preservado conviver harmoniosamente com as festas muito loucas das cerca de 100 repúblicas universitárias da cidade. O que eu mais gosto na cidade é que ele fica em uma região montanhosa e tem diversos mirantes. A não ser que você sobrevoe a cidade, nunca conseguirá vê-la por completo.

Na minha última visita à cidade, levei uma amiga argentina para conhecer e pulei na frente de uma foto que ela ia fazer. É uma das minhas fotos favoritas. Foto: Valéria Nuciari.

Na minha última visita à cidade, levei uma amiga argentina para conhecer e pulei na frente de uma foto que ela ia fazer. É uma das minhas fotos favoritas. Foto: Valéria Nuciari.

A chegada à cidade é pela Praça Tiradentes que atualmente conta com um monumento ao herói inconfidente em frente ao palácio do governador, que agora é o Museu da Inconfidência – uma visita obrigatória. As ruas íngremes e de calçamento de pedras são um desafio aos menos preparados fisicamente.

Dos meus lugares prediletos, o Café Cultural Ouro Preto (R. Claudio Manoel, 15) é onde gosto de sentar, tomar uma cerveja e relaxar entre uma caminhada e outra. Casa de algumas das grandes obras de Aleijadinho. A Igreja de São Francisco é a minha preferida, a poucos metros da praça. Em frente ao templo fica a feira da pedra sabão com peças de diversos artistas locais que fazem desde grandes imagens até pequenos souvenires.

A igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto. A minha predileta.

A igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto. A minha predileta.

A cidade é uma das mais visitadas da Rota do Ouro, o antigo caminho colonial que levava o minério de Minas Gerais para os portos de Paraty e do Rio de Janeiro. A arquitetura é, sem dúvida, o principal atrativo da cidade.

A antiga Vila Rica guarda momentos comoventes para o visitante. No Museu da Inconfidência há uma sala chamada Panteão, com uma placa central que registra o nome de todos os envolvidos no movimento e 16 túmulos de pedra com os retos dos inconfidentes identificados. A sala fica sempre à meia luz, com uma bandeira do Estado de Minas Gerais e um som ambiente que contribui para uma atmosfera de profunda reflexão. Impossível sair de lá indiferente.

Um dos caminhos da Mina do Chico Rei.

Um dos caminhos da Mina do Chico Rei.

As minas de ouro desativas abertas à visitação são outro momento de reflexão. Uma verdadeira porrada histórica na cara percorrer os caminhos que os escravos trilhavam em busca de ouro. A Mina do Chico Rei e a Jeje Nagô transportam o turista para um momento triste e desconfortável da história quando os escravos viviam 30 anos em média devido às condições insalubres daquele trabalho.

Apesar disso, Ouro Preto é um resumo da história do Brasil onde tudo acaba em festa. As cachaças da região aquecem o corpo das noites frias e deixam o viajante pronto para a festa!

 

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Fanfarra desfilando pelas ruas da cidade.

Fanfarra desfilando pelas ruas da cidade.