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Quem Faz

Nem sempre tudo o que a equipe do caderno Viagem vivencia em suas andanças mundo afora cabe nas páginas impressas. Neste espaço, há um pouco de tudo: notícias, percepções, experiências e bastidores. Para você embarcar com a gente cada vez que caímos na estrada
terça-feira 27/01/09 16:05

A dimensão do que importa

Mr. Miles foi convidado para escrever, no último domigo, algumas linhas sobre os 455 anos de São Paulo. Abaixo, o que ele disse: Well, my friends: não me importo de dizer o quanto estou honrado de ter sido convidado a tecer considerações sobre São Paulo, mas desde já, peço a vossa indulgência, visto que sou, probably, o único estrangeiro a invadir esta seara. Conheci diversas São Paulo distintas desde que estive por aqui pela primeira vez a long time ago. Recordo-me que a ...

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quinta-feira 22/01/09 11:18

Ele não vai à praia de terno

Sorrateiramente, mr. Miles escafedeu-se mais uma vez. Em sua correspondência desta semana, o célebre viajante inglês informa que adquiriu um bronzeado invejável ("para ingleses, of course") durante sua estadia em nossas terras, reviu amigos, comprou o pio que faltava em suas incursões de birdwatching, adquiriu paçocas para uma dileta e gulosa amiga londrina, mandou despachar algumas garrafas de cachaça para o seu pub predileto e, ao ver Ronaldo Fenômeno de volta aos treinos, pensou em convencer seu "good fellow" Jackie ...

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terça-feira 20/01/09 17:47

Por que você deve ir para…Hiva Oa

Para ver as mais belas fat women do mundo! Todas elas envoltas em panos coloridos e, believe me, sempre enfeitadas com flores na cabeça, como nas pinturas de Gauguin. By the way, é em Hiva Oa que repousam os restos mortais do pintor francês. E os do belgian singer Jacques Brel, ambos deitados em uma mesma bucólica colina, os olhos vazios postos forever no azul imenso do Pacífico. Hiva Oa, my friends, é o que se pode chamar de uma ilha no ...

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quarta-feira 14/01/09 16:40

Um baile no Oriente Médio

Teimoso, nosso grande viajante não apareceu mesmo aqui na redação, frustrando alguns de seus admiradores. Em mensagem enviada logo após a passagem do ano, mr. Miles garante, entretanto, que continua no Brasil. Diz que apreciou sua estada na ilha de Santa Catarina mas que, ” in fact, choveu copiosamente, o que, aliás fez com que eu me sentisse em casa. By the way, os fenômenos meteorológicos advindos da velha irresponsabilidade humana têm dado um ar britânico inequívoco a esse belo estado brasileiro. Falta, apenas, que se desenvolva uma certa fleugma para aceitar o inevitável, que, in my opinion, pouco ou nada compromete a beleza das praias da ilha. De minha parte, fui ao mar todos os dias e sequer precisei usar os pesados sweaters que precisava envergar quando veraneava em Brighton.”
Alguns leitores da coluna, em férias no litoral sul do Rio de Janeiro, julgam ter visto nosso correspondente remando, solitário, na baia de Paraty nos primeiros dias de 2009. Não foi possível confirmar a informação, mas é fato que mr. Miles nutre grande afeição por Amyr Klink, por sua esposa Marina e pelas três lindas filhas do casal. Consta, inclusive, que o viajante britânico é o padrinho inglês de Nina, a mais jovem delas. Não seria de estranhar, portanto, que nosso correspondente tivesse aproveitado essa rara viagem ao Brasil para, como diz, “abater” algumas garrafas de Underberg ao lado do navegador brasileiro, conversando, alternadamente, sobre pinguins-imperadores, Schackleton (com quem mr. Miles passou um perrengue no Endurance, tempos atrás) e o extinto Jardim Escola São Paulo, na avenida Paulista — onde Amyr e um amigo comum de ambos, o também viajante Ronny Hein, tiveram os primeiros contatos com o prazer do aprendizado constante.
Tudo isso, entretanto, são especulações. As perguntas recorrentes desta semana versam sobre a questão palestina. Abaixo, uma delas:

Mr. Miles: existe solução para esse terrível confronto no Oriente Médio que acompanho desde que me entendo por gente?
José Mário Capodimano, por email

Well, my friend: até a estupidez tem um limite; custo a crer que, descontrolada, ela possa avançar pelo espaço sideral, de modo a um dia ser medida em milhões de anos-luz. Don’t you agree? Há de chegar o dia em que, de parte a parte, os envolvidos perceberão que é muito mais agradável beber e namorar às margens tépidas do Mediterrâneo do que passar os dias visitando cemitérios ou erguendo cadáveres para a exploração da opinião pública.
Há de chegar a hora, fellow, em que até os mais cegos desejarão ver as estrelas que retinem no céu sem umidade daquela terra árida ao invés de prescrutá-lo em busca de foguetes e bombas.
Não posso, unfortunately, fornecer-lhe uma data precisa para esse desfecho. Mas tenho muitos amigos de ambos os lados que já se deram conta disso. And you know what? Todos eles têm, em seus armários, a roupa para ser usada na grande festa do entendimento. Que será solene, emocionada e, of course, terminará no mais lindo dos bailes.

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quarta-feira 14/01/09 10:49

Por que você deve ir para…Montagu

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Para tomar um banho! — indicação que, of course, os descendentes de Carlos Magno vão desprezar. Don't you agree? As águas desse pequeno balneário na região do Cabo, na África do Sul jamais registram temperaturas inferiores ou superiores a 43,2º C, o que é, indeed, very pleasant. Ainda melhor quando se sabe que no casario simetricamente holandês de Montagu— onde catorze construções são consideradas monumentos nacionais —, será possível degustar, a preços inacreditáveis, taças e mais taças do pinotage produzido no ...

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segunda-feira 12/01/09 18:16

Por que você deve ir para…

mamaia-hotels

A partir de hoje, de modo a justificar a minha crença de que sempre- -existe-um-motivo- para- se -conhecer -algum -lugar- não- importa- onde, vou, as much as possible, nomear-lhes lugares em que estive e razões (ao menos uma) para você exercitar sua curiosidade quando estiver nas imediações. Por que você deve ir para Mamaia Aleatoriamente, começo por Mamaia, na Romênia. Diz-se Mumaiá e, para os romenos, é tão popular quanto Nadia Comaneci ou Ilia Nastase. Trata-se, my friends, de uma espécie ...

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