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Quem Faz

Nem sempre tudo o que a equipe do caderno Viagem vivencia em suas andanças mundo afora cabe nas páginas impressas. Neste espaço, há um pouco de tudo: notícias, percepções, experiências e bastidores. Para você embarcar com a gente cada vez que caímos na estrada
quarta-feira 29/04/09 14:20

O triste caminho da razão

O homem mais viajado do mundo comemorou, na semana passada, o octagésimo terceiro aniversário de sua monarca e, como sempre, fez com que ela recebesse um buquê de raras rosas colombianas produzidas na propriedade de seu amigo Don Borquez Acuña de J. Daniels, 2615 metros acima do mar. Na oportunidade, contou à Rainha Elizabeth sobre suas últimas peripécias. A seguir, a carta da semana: Mr. Miles: o prefeito de Paris acaba de reduzir o espaço dos célebres cafés da rue Montorgueil. O ...

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terça-feira 28/04/09 17:55

NÃO HÁ MAIS AEROMOÇAS COMO ANTIGAMENTE…

Mr. Miles, sou um viajante assíduo e observo que, a cada dia, as aeromoças se tornam mais azedas com os passageiros. Ao contrário das doces e gentis senhoritas de outrora (tanto que a profissão era considerada mitológica para as moças e uma fantasia para os homens) hoje muitas delas não passam de matronas que, com rudeza, tratam passageiros como pedintes, mesmo que, em alguns casos, sejam passageiros de classe executiva ou primeira classe. O senhor já notou isso? Por que ...

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segunda-feira 27/04/09 14:27

ROTEIRO ENOGASTRONÔMICO

Mr. Miles, pretendo fazer uma viagem enogastronômica e pensei em três destinos: Mendoza, na Argentina, Napa Valley, na Califórnia ou Franschhoek, na Africa do Sul. Em qual delas poderia aproveitar melhor a combinação destino-romance-degustação de vinhos? Helio Gaspar Jr., Sorocaba, SP Nihil obstat, fellow. Três rotas realmente inebriantes. Exceto, of course, pelo excesso de argentinos em Mendoza. Pessoalmente, eu recomendaria que você considerasse subir alguns graus na latitude e no teor alcoólico explorando o delightful circuito das destilarias escocesas.

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quarta-feira 22/04/09 23:19

Um roteiro europeu

De volta à Inglaterra, nosso indiscutível viajante surpreendeu-se com a quantidade de comentários sobre a coluna que escreveu sobre o nome dos países, na qual comprovava que o Perú e a Turquia, por vias tortuosas, eram países homônimos. Mas eis que o leitor Carlos Pacheco, de São Paulo, acrescenta um novo elemento a esse enigma. Segundo ele, no idioma hebraico, a palavra “hodu” serve tanto para designar a Índia como, também, para batizar a célebre ave que é muito apreciada na ceia de Natal. Em outras palavras: há um terceiro país quem também significa Peru, estabelecendo, definitivamente, a supremacia dos meleagridideos no universo da nomenclatura das nações.
Intrigado, Carlos Pacheco quer saber de nosso correspondente de onde, afinal, provém, a mencionada ave.
Se da Turquia, da Índia ou do Peru? Mr. Miles, divertido com a polêmica esclarece: “Well, my friend: sinto desapontá-lo, mas o legítimo peru está fora dessas questões semânticas. Ele é originário, segundo consta, da América do Norte, lugar onde adoram devorá-lo no Dia de Ação de Graças.”
A seguir, a pergunta da semana:

Acompanho sua coluna e me sinto compartilhando suas viagens maravilhosas e colecionando seus conselhos de maior viajante do mundo! Minha família está programando para o próximo mês de julho uma viagem para a Europa. Gostaríamos de conhecer a Alemanha, passar por Praga e finalizar na costa da Croácia, mais precisamente em Dubrovnik. O senhor acha viável esse itinerário?
Teresinha de Lisieux Franco Miranda

Well, my dear Teresinha, não existe itinerário inviável: existem viajantes incapazes. O roteiro a que sua família se propõe é absolutamente factível. Um toque de Alemanha — sugiro, enfaticamente, que Dresden não fique de fora, agora que está completamente recuperada — , a sustentabilíssima beleza de Praga e, em um outro universo, a beleza confinada de Dubrovnik. Confinada, I must say, porque a “pérola do Adriático” é, in fact, apenas a interminável beleza contida no interior de suas muralhas, uma espécie de museu vivo das rotas venezianas, da cobiça bizantina e da resistência local.
Trata-se, darling, de território confinado — sujeito, portanto, à exploração obrigatória. It doesn’t matter quantas lojas modernas você encontrará encravadas nesse torrão do passado. A essência, as you will see permanece intacta. Como, as well, em Praga ou em Dresden, esta última cidade completamente reerguida em quinze ou vinte anos, seguindo, however, seu projeto original.
Não deixe, entretanto, de preocupar-se com a logística de suas férias. Carros alugados na Alemanha dificilmente podem ser devolvidos em Praga sem sobretaxas caríssimas. Vôos entre Praga e Dubrovnik devem, seguramente, incluir escalas em Zagreb, com a exiguidade de frequencias de praxe.
Be careful, my dear. Oriente-se com um agente de viagens confiável para que seus destinos adquiram a compatibilidade necessária. Mas não deixe de ir: houve um tempo — e nem tão longínquo —, que transitar entre a Alemanha, a República Tcheca e a Croácia era tarefa para grupos de paraquedistas armados ou comandos de elite. Hoje, thank God, as fronteiras estão abertas, como se espera de um mundo que precisa de nações para cuidar de suas partes, mas, indeed, pertence a todos nós.

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sexta-feira 17/04/09 12:01

Lembranças de viagem

Mr. Miles, o que o senhor acha da mania que os turistas têm de comprar souvenires em viagens? São uma maneira interessante de guardar uma viagem na memória? Ada Dias Bastos, Juiz de Fora, MG Well, my dear: não importa o que eu acho. O verdadeiro turista sempre compra alguma lembrança do lugar que visitou. Fair enough, isn't it? Como, by the way, quase todos os souvenirs do planeta são feitos na China, a aquisição tem a vantagem de lembrar dois lugares diferentes, ...

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quarta-feira 15/04/09 19:02

Passagem pela Índia

O homem mais viajado do mundo anuncia que, em esforço inusitado, decidiu escrever estas linhas "em um desses minúsculos computadores que me convenceram ser especialmente adequados para utilizar em espaços exíguos, como, for instance, a mesinha de um avião. In fact, sobrevôo agora o Estreito de Ormuz tentando dedilhar a geringonça. Jamais, however, consigo produzir os caractéres desejados. É preciso ter os dedos delicados de um gafanhoto para lidar com esse microteclado, dádiva que, unfortunately, não possuo. Thank God, não ...

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segunda-feira 13/04/09 10:23

A influência dos guias de excursão

Nosso obstinado viajante retornou ao Condado de Essex para saudar o início da primavera. Contou-nos apenas que suas begônias já estão dando sinal de vida, mas anda preocupado com as petúnias "que estão necessitando de um pouco mais de luz e cuidado, como tudo nessa vida". De lá, enviou-nos a correspondência da semana: Querido mr. Miles: sou dessas pessoas que gostam de viajar em grupos organizados e, em minha opinião, os guias turísticos fazem toda a diferença. O que o senhor acha ...

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