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Quem Faz

Nem sempre tudo o que a equipe do caderno Viagem vivencia em suas andanças mundo afora cabe nas páginas impressas. Neste espaço, há um pouco de tudo: notícias, percepções, experiências e bastidores. Para você embarcar com a gente cada vez que caímos na estrada
quinta-feira 30/07/09 23:27

O grande viajante e a conquista da Lua

Nosso indiscutível viajante lamenta ter conquistado um pelotão de desafetos com suas duas últimas colunas sobre a questão da xenofobia na Itália. Reitera, contudo, que seu amor pela cultura, pela paisagem, pela gastronomia e pela "momentaneamente obnubilada" irreverência da Itália e dos italianos segue inalterada. Faz questão de dizer que concorda, "unfortunately" que a aversão por imigrantes é um comportamento amplamente espalhado pela Europa toda e explica que sua revolta é dirigida ao fato de Il Cavaliere haver promovido um ...

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quinta-feira 23/07/09 13:37

Arrivederci Itália (parte 2)

Em Patara, na Turquia, onde veraneia neste ano em que resolveu não voltar às ilhas italianas de Ponza e Lampedusa — que costumavam ser seus destinos prediletos no verão europeu —, nosso interminável viajante manifesta-se espantado com a polêmica causada por seu artigo Arrivederci Itália publicado na semana passada. Naquela ocasião, mr. Miles anunciava ter tomado "a dolorosa decisão" de não mais retornar à terra de Michelangelo enquanto a xenofobia for política oficial e a população aceitar passivamente a criação ...

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sexta-feira 17/07/09 12:38

comentários Arrivederci Italia

Prezado Mr. Miles, sou assinante de "O Estado de São Paulo" há muitos anos e assídua leitora das suas cronicas de viagem, das quais sempre gostei, especialmente quando ainda não tinha respostas para os leitores fazendo perguntas cretinas. Não sou o tipo de escrever a jornais, mesmo porque não sei me expressar muito bem na escrita, mas na sua última resposta me senti muito ofendida, pois não acho que por causa de um cretino, chamado Berlusconi, a Itália não ...

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sexta-feira 17/07/09 12:19

Arrivederci Itália

Como era de se esperar, dezenas de leitores acharam adorável a ironia de mr. Miles com a questão da gripe suína mencionada em seu último artigo. E, como era de se esperar, também, outra quantidade apreciável de correspondentes considerou que nosso incansável viajante mostrou-se irresponsável ao tratar de um assunto tão delicado quanto uma epidemia de proporções globais. Mr. Miles agradece a uns e aos outros pelas manifestações e informa que está, agora, desfrutando de sol e raki na praia turca de Patara, uma das mais belas de todo o Mediterrâneo. Sua correspondência desta semana é invulgarmente séria.


Querido Mr. Miles: nos próximos dias viajo pela primeira vez para a Itália e queria saber se um dia só é tempo suficiente para visitar Veneza. Antecipadamente grata,

Solange Ribas, por email

Well, my dear: a sua questão permite que eu torne pública uma dolorosa decisão. No exato momento em que você planeja viajar para a bela península, assumo a grave e triste decisão de excluir a Itália de meus planos de viagem. No more spaguetti al mare em Capri ou na Sicilia. No more wine and walks sob a luz âmbar da Toscana. No more tartuffi na Piazza Navona. São inquantificáveis as perdas pessoais que essa resolução me traz, mas assim como algumas pessoas evitam países infestados pela influenza A, é meu direito afastar-me de uma nação contaminada pelo horror fascista da xenofobia.
Ainda me lembro, darling, da imagem disgusting de Benito Mussolini pendurado pelos pés na Piazzale Loreto, em Milão, ao final da Segunda Guerra. Mas restou-me, à época, a esperança de que o amável, porém perigosamente volúvel povo italiano tivesse, então, se libertado dos temerários líderes de ópera bufa pelos quais sempre teve um fraco.
My mistake. Eis que, meio século mais tarde, um governante midiático da mesma envergadura cria leis impiedosas para perseguir os estrangeiros que buscam sobrevivência naquele país. Worse than that: estimula a criação de milícias de common citizens para caçar seres humanos de outras proveniências, da forma como se faz a ratos e baratas.
This is outrageous! Veja bem, my dear Solange: não estou me referindo a uma exótica prática tribal de alguma população remota das florestas de Papua Nova Guiné. O povo que deu a mr. Berlusconi o poder de transformá-lo em agente do horror é o mesmo que produziu o Renascimento.
É o mesmo que constroi Ferraris, Lamborghinis e maravilhas do design no campo da moda e da decoração. As I can see, estão abertas, de dentro para fora, as portas do Inferno de Dante, jorrando ira, vaidade e soberba com a força e a frequência do vulcão Stromboli — e de novo em terras européias.
E onde está o povo? Imóvel como o Davi de Michelangelo. Nobody in the streets! No reaction! Todos sabem que, como viajante, tenho a firme convicção de que o planeta é o grande quintal de minha casa. Não tolero a estupidez de países que se julgam propriedades privadas. São como livros que não podem ser lidos ou, my God, histórias que não podem ser contadas.
Não volto à Itália por tudo isso que lhes disse. Besides, como estrangeiro, posso ser apanhado por uma dessas brigadas patrióticas. E segundo a mesma infâme lei, meus anfitriões, podem ficar até seis meses na cadeia. Get out, Berlusconi!
Not even your wife wants you back!
E sobre Veneza, my dear: uma vida pode ser pouco, but nowadays um dia pode ser demais.

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segunda-feira 13/07/09 11:55

As crianças da web e os futuros viajantes

É possivel que, neste exato momento, nosso adorável peregrino esteja em terras brasileiras, conforme evidências apuradas na semana passada. Até o fechamento desta edição, entretanto, não foi possível averiguar se mr. Miles veio ou não ao Brasil e por onde andaria neste momento. O que soube, através de informação de um leitor que perambulava por Londres na semana passada, é que nosso valoroso correspondente foi visto na Turnbull & Asser, provavelmente adquirindo novas camisas no mesmo endereço exclusivo outrora frequentado por ...

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