6- Barra Grande
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6- Barra Grande

Adriana Moreira

17 Dezembro 2013 | 03h30


Para onde sopram os ventos litorâneos

Era apenas uma questão de tempo. Todos por ali já desconfiavam. Um dia Cajueiro da Praia iria cair na boca do povo – e ainda mais dessa galera que se diverte com o vento. Não deu outra. A cidadezinha piauiense, lá no Delta do Parnaíba, a meio caminho entre os Lençóis Maranhenses e Jericoacoara, já virou destino almejado pela turma da vela, seja kite ou windsurfe.

Ventos fazem a alegria da turma da vela – Foto: Edilson Morais Brito/Divulgação

Quem vai pra lá, porém, não procura por Cajueiro, mas pela Praia de Barra Grande. É por ela que os ventos sopram. É nela que o turismo avança. Tanto que algumas pousadinhas bacanas – muitas delas nas mãos de gringos – têm surgido. E a coisa está tão séria que tem site na internet falando só dela (barragrandepiaui.com), dando dicas de como chegar, entregando o serviço.

Aliás, o gostoso lá é estar com os pés na areia. Não só na praia, não. A vila toda é assim. E pode esquecer das agências bancárias e dos postos de gasolina. Essas facilidades da vida moderna, ao contrário de pousadas charmosas e bons restaurantes, ainda não chegaram a Barra Grande.

Venta que só vendo, isso sim, e ainda mais de julho em diante, mas o mar é tranquilo o tempo todo. Quando a maré baixa formam-se piscinas naturais, e a criançada fica à vontade. Quando sobe, bom, o mar continua sossegado e azul de dar gosto.

Outro passeio encantador, também para os adultos, é o do cavalo-marinho. O pessoal sobe no barco e vai atrás desse bichinho frágil e cada vez mais ausente – sim, corre risco de extinção.

Guia exibe cavalo-marinho aos turistas – Foto: Lucas Frasão/Estadão

Os guias credenciados na comunidade costumam encontrá-los em um braço do Rio Camurupim, no meio do mangue. Alguns bichinhos são recolhidos e colocados dentro de um pequeno aquário para que os turistas possam apreciá-los. Depois, voltam ao rio.

O aeroporto mais próximo fica em Teresina, a cerca de 400 quilômetros. Então, prepare-se para percorrer um bom trecho de estrada. E não esqueça de abastecer antes, porque lá onde o vento faz a curva, você sabe, ainda carece dessas facilidades. / FÁBIO VENDRAME