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7 dicas para conseguir ter dinheiro para viajar em 2017

Mônica Nóbrega

04 Janeiro 2017 | 19h48

Planejar muito: uma chatice que ajuda a não ter de abandonar as malas em 2017

Planejar muito: uma chatice que ajuda a não ter de abandonar as malas em 2017

Sabemos que não está fácil. O desemprego só faz crescer, o salário mínimo foi reajustado sem ganho real, os brasileiros perdem poder de compra, gastos como transporte, mensalidade escolar e telefonia sofrem reajustes neste começo de ano. E ainda tem IPVA, IPTU, material escolar

Mas, ao se perguntar que tipo de gente alienada consegue falar de viagem num cenário assim, talvez você não tenha se dado conta de uma coisa: a grande maioria das pessoas que viajam também não têm dinheiro sobrando. Equilibram contas e vivem apertadas, exatamente como você. O dia mágico em que vai sobrar dinheiro para gastar na viagem dos sonhos não vai chegar.


O que me leva ao assunto central deste post: é preciso escolher viajar.

Em outras palavras, viajar é uma decisão de consumo como qualquer outra. Abre-se mão de algumas coisas para ter outras, como em quase tudo no orçamento doméstico. Busca-se estratégias para economizar – o desafio das 52 semanas, por exemplo, voltou a circular nas redes sociais (a brincadeira funciona mais tranquilamente se você fizer em ordem decrescente de valores).

A seguir, as minhas sugestões testadas.

1. Planejar, planejar, planejar

É chato e é inescapável. Nós aqui do Viagem já listamos muitas vezes o passo a passo desse planejamento: pensar antecipadamente as folgas do ano; ter na ponta da língua os preços básicos das passagens aéreas para lugares que você quer visitar, para saber identificar promoções realmente vantajosas; criar estratégias para sempre ficar sabendo das promoções, como assinar newsletters; entender tudo de milhas e outras.

Envolva as crianças no planejamento para que todos saibam os limites de gastos

Envolva as crianças no planejamento para que todos saibam os limites de gastos

O planejamento deve envolver a família toda, inclusive as crianças, e abordar até mesmo os menores gastos: combinar antes e repetidamente quantos sorvetes por dia serão permitidos na praia e quantos bonecos de personagem vai dar para comprar na Disney evita o estouro no orçamento e a crise de birra rumorosa em público.

2. Comprar menos

É simples de entender. Quem decide trocar de carro e com isso aumenta porcentualmente a fatia do orçamento doméstico gasto na prestação mensal do veículo, por tabela decide também viajar menos ou não viajar. Pelo valor de uma TV de led de 40 polegadas (R$ 2 mil, em média), fiquei 5 dias na Ilha Grande (RJ) com a família no verão passado. O iPhone 7 Plus, o mais novo de todos, custa R$ 4.099 no Brasil – quase o mesmo valor de duas passagens aéreas de ida e volta para Lisboa em maio (pesquisa feita em 4 de janeiro).

As festinhas de aniversário do meu filho de 6 anos foram todas, até hoje, feitas em parques públicos e na casa dos avós, com bolo e docinhos produzidos em casa, pela família em mutirão. Nunca contratamos uma festa em buffet infantil. Esse tipo de comemoração não sai por menos de R$ 3.000 nos lugares mais simples – por esse mesmo valor, recentemente passamos uma semana em João Pessoa, na Paraíba, somados aéreo, hotel, passeios e refeições para três pessoas.

3. Criar renda extra

Oferecer o carro para alugar em sites de compartilhamento como o Pegcar, um quarto da sua casa no Airbnb, vender roupas e objetos de decoração que não usa mais em sites como o Enjoei são formas de transformar em dinheiro extra coisas que você já tem e estão subutilizadas.

Pense também em oferecer suas habilidades e hobbies. Vale tudo: vender bolo caseiro na hora do lanche da tarde no trabalho, trabalhos manuais como lembrancinha para festas, receber turistas para jantar em casa via plataformas como Eatwith ou, se você conhece muitíssimo bem as atrações turísticas da sua cidade e fala outros idiomas, dá para fazer uns bicos como guia inscrevendo-se na plataforma Rent a Local Friend.

4. Compartilhar

Procure companhia para viajar. Divida o combustível do carro, o quarto do hotel, as refeições no destino. Peça e ofereça carona em sites como Blablacar.

5. Adaptar

O pulo do gato é fazer a viagem caber no seu dinheiro, não o contrário. O destino da moda sempre será mais caro, e sempre há um lugar bacana com características similares e mais em conta (para uma primeira imersão nas festas juninas do Nordeste, o São João de Aracaju sai mais em conta que os de Caruaru e Campina Grande, por exemplo). Reduza a duração da viagem, troque o tipo de meio de transporte (na Europa, ônibus é menos charmoso, mas em geral sai mais em conta que trem), baixe o padrão do hotel ou troque por hostel ou imóvel de temporada.

6. Abrir mão das lembrancinhas

Dispensa comentários, certo? Fora aquele agrado aos avós ou padrinhos que cuidaram das crianças por uma semana para você viajar só com o marido ou a mulher, todas as outras pessoas serão capazes de sobreviver se não ganharem de você um souvenir. Garanto.

Abrir mão dos souvenirs representa economia considerável

Abrir mão dos souvenirs representa economia considerável

7. Não trazer despesa para casa

Porque se você não tem ideia de onde vai sair o dinheiro para pagar a fatura seguinte do cartão de crédito, então a viagem não coube no orçamento, certo? E isso vai inviabilizar as próximas.