A Munique dos surfistas
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A Munique dos surfistas

Bruna Tiussu

02 Setembro 2010 | 16h00

Impossível não se surpreender com caras vestindo roupas de surfe em pleno Englischen Garten, o maior parque público de Munique. Afinal, quem é que arriscaria dizer que a prática do surfe é comum ali, a mais de 700 km longe da costa?


Já que não há mar por perto, os locais se viram (desde os anos 1970!) com as ondas do Eisbach, um canal artificial que corta quase todo o parque. O ponto principal fica na direção do Museu Haus der Kunst, onde as águas cruzam a Ponte Himmelreich e surgem com mais força do outro lado, formando boas ondas de mais ou menos um metro de altura.

Forte corrente de água desafia até os mais experientes surfistas. Foto: Bruna Tiussu/AE

Surfe no Eisbach virou atração turística. Foto: Bruna Tiussu/AE

Ali, surfistas munidos de suas pranchas (e sempre com roupa adequada para encarar a água gelada do canal) esperam sua vez em fila, nos dois lados do rio. A força da água é tanta que só os mais experientes conseguem mesmo ‘pegar uma onda’ – vários deles são facilmente carregados pela maré, e se agarram na borda para não terminarem longe demais. Este alto grau de dificuldade têm atraído surfistas do mundo todo dispostos a encarar o desafio.

A forte corrente de água desafia até os mais experientes. Foto: Bruna Tiussu/AE

A forte corrente de água desafia até os mais experientes. Foto: Bruna Tiussu/AE

O surfe no Eisbach sempre foi ilegal – o que não parece intimidar os adeptos. Porém, ganhou título de atração turística de Munique e tal fama que, atualmente, as autoridades locais estão estudando um jeitinho de legalizá-lo.