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A polêmica dos souvernirs

Adriana Moreira

09 Setembro 2011 | 21h03

Felipe Mortara

Viajantes não são todos iguais. Portanto, não é de se espantar que haja lembrancinhas de viagem voltadas aos mais variados públicos. No entanto, nos últimos tempos, alguns países da Europa têm se sentido, digamos, incomodados  diante de produtos que supostamente ofendem a moral e os bons costumes.

Na Itália, por exemplo, prefeitos de cidades da Toscana têm conseguido multar em € 500 comerciantes que vendem  objetos de gosto duvidoso, como cuecas e camisetas que fazem alusão fálica à Torre de Pisa.  Mas será que as autoridades vão conseguir limitar o senso de humor dos turistas por muito tempo?

Foi também com o humor, ou melhor, com o sarcasmo de certos souvernirs que a prefeitura de Barcelona implicou e retirou de circulação. Por lá estavam sendo vendidos broches e imãs de geladeira que ironizavam aspectos ruins da cidade, como a prostituição, batedores de bolsas e carteiras, assim como a truculência policial. As lembrancinhas foram desenhadas pelo arquiteto Arcadi Royo e a designer Margalida Montoya, e estavam sendo vendidas nas lojinhas dos museus de história e de arte contemporânea.


Segundo um porta voz do governo local, a medida foi tomada porque os objetos não transmitiam a imagem que a cidade quer passar. Para os criadores, trata-se de censura, e dizem defender a liberdade de expressão e de crítica com senso de humor.

E você,  o que acha?