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A revanche

Adriana Moreira

21 Julho 2010 | 19h05

Pouco mais de 24 horas depois do voo para Campo Grande ser cancelado por problemas meteorológicos, era hora de uma nova tentativa. As malas nem foram desarrumadas e mantiveram a exagerada quantidade de roupas de frio de dias de atrás. Na unidade Casa Verde da Casa Taiguara, ponto de encontro do grupo que iria ao Pantanal, os ânimos estavam bem mais calmos. Nada de passar a noite em claro: dessa vez, todo mundo achou melhor tirar um cochilo antes.

O aeroporto mais vazio e os trâmites de embarque agilizados por funcionários da companhia aérea já familiarizados com o grupo fez com que o check-in ocorresse com muito mais rapidez que na tentativa anterior. Dessa vez, tudo certo com o voo 6382 da Avianca, que decolou às 5h38, com apenas três minutos de atraso.

Dentro da aeronave as expectativas se multiplicaram. Taís e Caroline não conseguiram esconder o medo e choraram na hora da decolagem. Cidia, por sua vez, não parava de fazer perguntas, queria entender os detalhes que se escondiam por detrás do voo. E a viagem de duas horas seria apenas o começo da jornada.

O trajeto ainda incluiria outra viagem com duração de mais de 7 horas, dividida em várias partes. Primeiro, de van até o Refúgio Ecológico Caiman, em cerca de 4 horas. Depois de uma merecida pausa, outros 40 minutos no mesmo veículo até o Rio Aquidauana, onde foi servido o almoço: arroz, feijão, salada e torta de frango, com refrigerante para acompanhar. E frutas, bolo e goiabada de sobremesa.


No caminho, várias paradas para fotos. O sol voltou a brilhar depois de dias de chuva e frio intenso, e os animais resolveram aparecer para encantar os meninos e meninas da Casa Taiguara. Tuiuiús, gaviões, veados, tamanduás-bandeira, araras azuis e muitos, muitos jacarés se exibiram para os cliques frenéticos. Um descanso breve no redário e já era hora de pegar o terceiro meio de transporte do dia, o barco que nos levaria até a fazenda Santa Sophia, nossa base até a volta a São Paulo, no dia 27. Foram três viagens para trazer as 26 pessoas e as mais de 30 malas até a outra margem do rio. E, então, o último meio de transporte: o trator, única forma de atravessar a planície pantanosa até a fazenda.

O grupo desembarcou exausto, quase às 17 horas – ou seja, mais de 12 horas depois da partida da unidade Casa Verde –, mas ávido para conhecer os atrativos locais. Alguns até se animaram em jogar futebol com funcionários da fazenda, como é rotineiro nos fins de tarde na Santa Sophia.

Para caber todo mundo, foi preciso dividir meninos e meninas em três casas. Beatriz Rondon, proprietária da área, avisou: “Aqui vocês estão isolados.” Não era exagero. Nada de celular ou internet nos domínios da fazenda.

É por este motivo, aliás, que você está lendo este texto sem imagens – ele foi ditado pelo telefone fixo da fazenda para a Redação do Viagem. Mas prometo uma galeria com fotos incríveis ao fim da expedição. É só esperar para ver.

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