Aeroportos sul-africanos já embarcaram na Copa
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Aeroportos sul-africanos já embarcaram na Copa

Bianca Ribeiro

03 Junho 2010 | 15h44

A chegada em Johannesburgo impressiona. O aeroporto internacional O.R. Tambo é gigantesco e muito moderno. Todo o complexo foi reformado para a Copa e uma boa parte é novinha em folha. A reforma custo 3 bilhões de rands, algo em torno de R$ 1 bilhão. Além dos elevadores, rampas rolantes ajudam os turistas a se locomover de um lado para o outro.

Uma enorme bola de futebol suspensa no teto dá as boas vindas e faz entrar no clima do Mundial, que já tomou conta da África do Sul. Em todos os andares do aeroporto, totens indicam quantos dias faltam para a bola começar a rolar no campo.

Uma enorme bola de futebol fica suspensa no teto do Aeroporto O.R. Tambo, em Johannesburgo. Foto: Mônica Cardoso

Uma enorme bola de futebol fica suspensa no teto do Aeroporto O.R. Tambo, em Johannesburgo. Foto: Mônica Cardoso

Se tiver que esperar por uma conexão, fique tranquilo. O espaço conta com boas lanchonetes e cafés, sendo que alguns oferecem conexão Wi-Fi. Há também uma sala de orações para os viajantes muçulmanos. Dezenas de lojinhas e quiosques vendem os originais artesanatos sul-africanos como as bijuterias com miçangas coloridas, que estão mais verde e amarelas, cor da camisa do Bafana Bafana.


Mas a bola da vez são as lojinhas com souvenirs da Copa. Vuvuzelas e makaraba, os divertidos chapéus, ganharam as cores das bandeiras dos países participantes. Sem contar camisas, tênis, chaveiros, canecas e o mascote do campeonato, o leopardo Zakumi. É bem difícil resistir.

Vuvuzelas e makarabas ganharam as cores das bandeiras das equipes, inclusive do Brasil. Foto: Mônica Cardoso/AE

Vuvuzelas e makarabas ganharam as cores das bandeiras das equipes, inclusive do Brasil. Foto: Mônica Cardoso/AE

Em Durban, o Aeroporto King Shaka está tinindo de novo. Ele foi entregue há um mês, quase aos 45 do segundo tempo do início do Mundial. A terceira maior cidade do país ganhou um complexo à altura. Assim como o O.R. Tambo, o complexo conta com cafés, livrarias e até um espaço para fumantes. Foram investidos 8 bilhões de rands na construção do novíssimo aeroporto. Aliás, até o nome é novo. O local que antes se chamava Le Mercy, ganhou o nome do famoso guerreiro zulu do século 19.

Todos, absolutamente todos os aeroportos sul-africanos foram remodelados para o Mundial. E fica a dúvida: quando vai começar a ampliação e reforma dos aeroportos brasileiros para o próximo Mundial?

Contador de dias para a Copa, no Aeroporto de George. Foto: Mônica Cardoso

Contador de dias para a Copa, no Aeroporto de George. Foto: Mônica Cardoso

Não importa qual seja o aeroporto, com quase toda a certeza, você será abordado pelos porters, os carregadores de bagagem. Simpáticos, eles mostram o crachá e se oferecem para carregar malas na saída do desembarque ou levá-lo até o guichê do check in. Só que tanta cordialidade tem preço e os porters esperam ser remunerados por isso. Se não está interessado, desconverse.

Outra boa dica: embale sua mala com plástico antes de viajar para a África do Sul. Para ter uma ideia, eu estava em um grupo de nove pessoas. Apenas uma não plastificou sua mala. Ao chegar lá, a mala estava arrombada, mesmo com cadeado. Coincidência ou não, é sempre bom prevenir. No Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o serviço custa R$30 e ainda oferece seguro no caso de extravio da bagagem.