Viajar com crianças: um guia completo
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Viajar com crianças: um guia completo

Fabio Vendrame

21 Janeiro 2014 | 03h10

Organizar as férias com as crianças não é fácil. Para ajudá-lo nesta missão, preparamos um miniguia com tudo o que você precisa saber antes de embarcar

Fábio Vendrame

A pergunta acima costuma ser repetida como um mantra pelas crianças quando estão viajando. Cabe aos pais saber lidar com o humor dos pequenos – um lanchinho, DVDs e joguinhos (quem encontra um carro azul primeiro?) ajudam a passar o tempo.

Pois é. Se no dia a dia as crianças já são fonte inesgotável de cuidados, isso se potencializa nos deslocamentos. Seja de carro, barco, avião ou ônibus, é preciso tentar prever as situações e estar preparado para o que der e vier. Elaboramos este miniguia para ajudar você a não cair em pegadinhas, dos documentos às regras nos meios de transporte. Viajar com os filhos fica ainda mais gostoso quando você sabe onde está pisando.


CRUZEIROS – Sem problemas em alto-mar

Será que é mesmo hora de levar seu bebê em um cruzeiro? A maioria das empresas restringe o uso da piscina para crianças com fraldas, e as atividades são voltadas para os que têm mais de 3 anos. As regras para o embarque diferem a cada companhia. Na Costa e na Royal Caribbean, devem ter no mínimo 1 ano para viajar em transatlânticos, cruzeiros de volta ao mundo e navegações com mais de 15 dias de duração. O mesmo vale para viagens com mais de três dias consecutivos a bordo sem desembarque. Para as demais modalidades, a idade mínima é de seis meses. Já a MSC informa que não há restrição de idade. Descontos para os miniviajantes também devem ser consultados à parte.

DOCUMENTOS – Na companhia dos pais ou responsáveis

A regra é clara: para viajar com os pais no Brasil, basta a carteira de identidade ou a certidão de nascimento (serve cópia autenticada). Em viagens internacionais, leve o passaporte – fique atento aos vistos – ou RG (aceito na maioria dos países sul-americanos). Na hora do check-in, pais ou responsáveis devem apresentar um documento que comprove a filiação. É preciso autorização por escrito dos pais, com firma reconhecida, para menores de 12 anos viajarem na companhia de um adulto sem grau de parentesco. Viajar para o exterior com apenas um dos pais demanda uma autorização específica de quem não embarcou. Os modelos podem ser encontrados no site do Tribunal de Justiça de São Paulo: tjsp.jus.br.

AVIÃO – Tarifa cheia só a partir dos 12 anos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que o valor da passagem para crianças de até 2 anos que não ocupem assento não pode ultrapassar 10% da tarifa paga pelo adulto. Se a criança viajar na cadeirinha, desde que ela caiba no assento da aeronave, será necessário comprar um bilhete. A maioria das empresas concede descontos conforme a idade da criança. O valor cheio só é pago a partir dos 12 anos. Cadeirinhas e carrinhos de bebê podem ser despachados – ou embarcados na cabine, a depender da companhia – sem custo adicional. Algumas empresas oferecem menu infantil e facilidades a bordo. Em todo caso, as consultas devem ser feitas com ao menos 48 horas de antecedência.

AUTOMÓVEIS – Um assento adequado para cada idade

Não adianta fazer birra. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), crianças de até 10 anos devem viajar no banco traseiro e usar cinto de segurança. Até 1 ano, os pequenos vão no bebê-conforto. Dos 4 anos aos 8 anos incompletos, a cadeirinha não precisa ter encosto (assento de elevação ou booster), mas deve permanecer atada ao cinto. No www.denatran.gov.br, você encontra uma cartilha com todas as informações. Fique atento na hora de alugar um veículo: é preciso solicitar o equipamento necessário para o transporte da criança diretamente à locadora. Em geral, as empresas oferecem os itens como opcionais – mas cobram à parte.

ÔNIBUS – Até cinco anos, isenção na passagem

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), crianças de até 6 anos incompletos não pagam passagem – mas têm de ir no colo dos pais. Vamos admitir: não é algo confortável quando os deslocamentos são longos. Nesses casos, vale a pena comprar um lugar a mais e, se quiser, acomodar a criança na mesma cadeirinha usada nas viagens de carro. Consulte a empresa com a qual pretende pegar estrada sobre essa possibilidade e certifique-se de que o equipamento cabe no assento do ônibus. Não é regra, mas algumas transportadoras fazem descontos para crianças, que, por lei, devem ter prioridade e serem auxiliadas no embarque e desembarque.