Arizona: Em cores vivas, paisagem de faroeste
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Arizona: Em cores vivas, paisagem de faroeste

Fabio Vendrame

13 Maio 2014 | 03h10

Entre o vermelho dos paredões e o verde das margens do Oak Creek, Sedona vive uma atmosfera chique que atrai celebridades e esbanja beleza natural

Parque Red Rock, perto de Sedona – Foto: Jeff Topping/NYT

SEDONA

A última parada no Arizona guarda um quê de glamour confirmado por celebridades. Sedona, cidade de cerca de 10 mil habitantes ao sul de Flagstaff, tem como atração o parque estadual Red Rock, de formações avermelhadas, e o Oak Creek, um cânion ladeado por elevações que chegam a lembrar o Monument Valley. Tanta beleza atrai visitantes anônimos e também famosos do quilate de Nicolas Cage, Johnny Depp, Bob Dylan e Oprah Winfrey.


Mas, embora alguns guias locais lancem a história, não é verdade que exista uma ampla constelação de Hollywood entre os proprietários de mansões por ali. Para ver famosos, vá na época do Sedona Film Festival, quando os lançamentos carregam para lá algumas estrelas. A edição deste ano teve Susan Sarandon e Morgan Spurlock. Em 2015, o festival está marcado para 21 de fevereiro a 1.º de março.

Já as lojas, galerias que vendem caras obras de arte e restaurantes são mesmo dignos de celebridades. E é fácil achar, nos resorts, spas cenografados como a natureza do entorno, inclusive com tratamentos feitos ao ar livre, diante da paisagem.
‘Off road’. Chacoalhar a bordo de um jipe pelo deserto é o passeio indispensável para se fazer a partir de Sedona e para viver a inesquecível sensação de estar perto dos cânions do Arizona.

Em um trajeto de três horas – com a Pink Jeep custa US$ 72 (R$ 160) por pessoa, com até sete passageiros por veículo –, o guia conta histórias das trilhas pelas quais o carro segue e ainda despeja um bom volume de curiosidades sobre os cânions da região.

As narrativas dizem respeito aos nomes dados aos principais picos do pedaço, que são batizados de acordo com a semelhança que a montanha em questão guarda com algum objeto ou personalidade. Exemplo é a Sagrada Família, conjunto de três colunas rubras que, se você olhar bem, lembram mesmo José e Maria – ela, por sua vez, parece carregar um bebê nos braços, Jesus.

As fotos estão garantidas, claro: basta pedir e o guia-motorista estaciona o carro, para deleite dos visitantes que não cansam de procurar os melhores ângulos. Por isso, mantenha o celular ou máquina fotográfica em mãos: o passeio vale imagens de cair o queixo a cada novo quilômetro rodado.

Outra opção para explorar o horizonte vermelho de Sedona é em tours de balão. O sobrevoo com duração de cerca de 1h30 inclui observar os cânions do alto e acompanhar o nascer do sol – será preciso acordar de madrugada e sair bem cedo do hotel. O passeio, que custa US$ 220 (R$ 490) por pessoa com a Red Rock Balloons, inclui café da manhã depois do pouso e um DVD com imagens da aventura para levar para casa.

Cartão-postal árido – Foto: Ricardo Chapola/Estadão

Capela. Bom lugar para admirar a paisagem de faroeste é a Chapel of the Holy Cross, encravada entre cumes avermelhados. A capela erguida no topo de uma montanha fica bem perto do centro de Sedona. Lá do alto avista-se toda a cidade. Torça pelo sol: as fotos ficam dignas de cartão-postal.

A cidade só não é recomendável para arroubos consumistas caso você precise economizar. Os souvenirs são lindos e as lojas, superatraentes, mas os preços não são nada moderados. / RICARDO CHAPOLA

Receitas sazonais franco-americanas servidas ao ar livre

Na margem do belo Oak Creek, cânion em cujo leito corre um rio, o restaurante L’Auberge foi a melhor experiência gastronômica da viagem. E confirmou a informação de que Sedona é também um destino para se comer bem, com opções que vão dos steaks americanos e dos pratos do México a um leque expressivo de representantes da culinária internacional.

O L’Auberge é de deixar o queixo caído já na chegada. Você pode optar por uma mesa no salão, que tem janelões de vidro do chão ao teto para não atrapalhar a vista. Mas a área mais bonita é a das mesas ao ar livre, sob as árvores da margem do rio, protegidas por ombrelones e iluminadas por velas. Para espantar o frio, aquecedores espalhados pelo espaço.

Proprietária do lugar, a chef canadense Rochelle Daniel muda seu cardápio a cada estação e imprime à cozinha francesa um acento contemporâneo que passeia pelo continente americano principalmente. No menu de cinco pratos que provei ali, bom exemplo desse arranjo foram as cenouras salteadas em manteiga, servidas com quinoa, um cereal andino. O jantar teve ainda salada de folhas, presunto Parma, ricota e morangos temperados com limão; massa com alcachofras; e costela assada regada com manteiga de caju, acompanhada de purê de batatas.

A sobremesa bem americana apresentou trouxinha de massa folhada recheada com cramberry e sorvete de creme como acompanhamento. Tudo excelente.

O menu de três pratos custa US$ 69 por pessoa, sem bebida. Há opções de combos de quatro e cinco pratos. Reserve pelo site. / R.C.

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