Avaliando a hospedagem – parte 1
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Avaliando a hospedagem – parte 1

Bruna Tiussu

29 Julho 2011 | 15h10

Bruna Tiussu

Há dois quesitos indispensáveis quando avalio um hotel ou pousada: café da manhã e acesso à internet grátis. Para começar, vou falar neste post sobre o primeiro. Neste tema, o que me satisfaz não é escutar o mero “sim, o preço da diária inclui café”. Mas como o benefício efetivamente é apresentado.

Não busco números exagerados de quitutes, oito sabores de sucos ou dezessete tipos de queijos de primeira, não me entenda mal. Ingredientes frecos, aromas e temperos que automaticamente se identificam com o destino visitado – e que deram vida própria à expressão “café da manhã de hotel” – é que de fato me interessa.

Nos hotéis espalhados pelo Nordeste, por exemplo, uma tradicional tapioca feita na hora tem poderes quase sobrenaturais de animar a minha manhã. Em Minas, o cheirinho do legítimo pão de queijo (sim, o de lá é indiscutivelmente melhor) vai me buscar lá no quarto. E como não esperar um croissant deliciosamente crocante quando se acorda em Paris? Ou os pães pretos e cheios de cereais tão típicos na Alemanha?


Até mesmo as salsichas, bacon, tomates e ovos que compõem o desafiador English breakfast eu espero ver na mesa de café da manhã quando estou na capital inglesa. Meus olhos ainda mal se abriram, mas só de olhar aquele prato gordurosinho e bem montado ali, me recordo que estou em Londres e é uma felicidade só.

  english_breakfast__.jpg

 

Não são todas as iguarias mundo afora que agradam o meu paladar matinal, isso é fato. Nem tenho disposição suficiente para me encher de bagels, peanut butter e muffins a cada café da manhã nos Estados Unidos. Ou de tortilhas e tacos picantes em uma visita ao México. Mas é certo que provo tudo isso. E fico bem contente quando o hotel escolhido consegue me proporcionar um contato inaugural com a cultura gastronômica do destino de minhas férias.