Avaliando a hospedagem – parte 2
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Avaliando a hospedagem – parte 2

Bruna Tiussu

02 Agosto 2011 | 20h11

Bruna Tiussu

Tudo bem pagar por determinados serviços de hotel. Lavanderia, ok; taxa de serviço de quarto, pode ser. Mas cobrar pelo uso da internet me parece uma afronta. Qualquer forma de hospedagem que se preze, coloca o acesso à rede wireless na sua lista de facilidades – portanto totalmente livre para o uso dos hóspedes.

Acho difícil compreender a pretensão de lucrar com tal serviço. Afinal, a conexão já está ali, para manter o completo funcionamento do local, certo? Assim como a energia elétrica. Não é algo que demanda um ultramegainvestimento do dono do hotel. E a internet já entrou há tempos para o grupo das necessidades básicas dos viajantes. Então, como ousar deixá-los largados à sua própria sorte?


Ouso dizer, ainda, que as chances de lucro aumentam para quem oferece o benefício gratuitamente. Quantas pessoas não desejam logo um delicioso cappuccino, quiçá uma taça de vinho ou até uma cerveja para aquele momento em que cumpre tarefas no laptop? Se o tempo de acesso é ilimitado, a taça de vinho ou a cerveja podem fácil, fácil, se transformarem em duas. E quem sai ganhando é o bar do hotel.

Não sei se as grandes redes hoteleiras dão conta disso, mas já é expressivo o número de turistas que, como eu, logo buscam o simbolozinho de internet gratuita nos sites dos estabelecimentos na hora da pesquisa por onde passar a noite. Nunca fui de levantar bandeiras, mas taí um grupo que merece esforço para ganhar ainda mais relevância: o dos viajantes que só reservam hotel com Wi-Fi grátis. Aposto que será facílimo juntar adeptos.