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Bagagem tarifada no Brasil?

Bruna Tiussu

16 Março 2010 | 09h55

Na reportagem Pechinchas aéreas nem sempre vantajosas do Viagem de hoje, falamos das diversas taxas que se transformam em lucro para as companhias aéreas low costs americanas e europeias. Aproveitando essa deixa, acho apropriado contar que o assunto também foi tratado ontem no Fórum Panrotas. Por parte das aéreas brasileiras, há o interesse por opções de taxação mais flexíveis.

Durante o debate o presidente da Webjet, Julio Rudge Perotti, quis saber da presidente da Anac, Solange Vieira, se o Brasil tende a se aproximar das normas mais liberais existentes subretudo na Europa. “É possível flexibilizar as normas brasileiras? É justo, por exemplo, quem viaja sem bagagem pagar o mesmo valor daqueles que têm malas para despachar?”

A resposta de Solange foi a seguinte: “O Brasil ainda tem muito que evoluir. Ainda buscamos o caminho do meio e ainda é aquele que protege o consumidor. Atualmente o setor é movimentado pelo mercado executivo e esses clientes não aceitariam um plano assim. Mas a postura da agência é de desregulamentação em todos os sentidos, então pode ser que em três ou quatro anos a gente consiga algum avanço nesse sentido e abra espaço para regras mais flexíveis. Essa resistência nada mais é que a tentativa de apagar o fantasma que ronda o setor, de uma época não tão distante que a qualidade do serviço ficava a desejar”.