Barcelona, um bom exemplo
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Barcelona, um bom exemplo

Bruna Tiussu

21 Julho 2010 | 16h11

Na semana passada, quando foi lançado o edital do leilão de concessão do trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, Lula afirmou que acha plenamente possível inaugurar a mega inovação antes dos Jogos Olímpicos de 2016. Se a suposição do presidente virar mesmo realidade, este será um dos passos importantes para alavancar ainda mais o potencial turístico da região sudeste.


E por que mais algum país desejaria ser sede de eventos esportivos de grande porte se não para investir em infraestrutura? O Brasil tem grandes exemplos passados a se espelhar e, ao que tudo indica, Barcelona é o melhor deles.

Antes dos Jogos Olímpicos de 1992, a zona portuária da cidade catalã estava decadente, com baías poluídas e sem nenhum tipo de atrativo. A Vila Olímpica que receberia atletas do mundo todo foi planejada justamente para aquela região, fazendo-a renascer e transformando-a em um centro moderno, cultural e com vida noturna. Hoje, bares, restaurantes e baladas da Barceloneta, como é conhecida a área, está no roteiro de todos os turistas que visitam o destino.

Barceloneta pós Jogos 1992: parada obrigatória dos turistas. Foto: Mônica Nóbrega/AE

Barceloneta pós Jogos 1992: parada obrigatória dos turistas. Foto: Mônica Nóbrega/AE

Os apartamentos usados pelos esportistas viraram opção de residência para os moradores – que podiam comprá-los a preços subsidiados. Os centros esportivos que foram erguidos para os Jogos se tornaram áreas de lazer, sempre com muito verde e atraindo famílias e visitantes.

O transporte público foi totalmente remodelado, com total integração entre as linhas de trem, metrô e ônibus.

O porto passou a ser o principal no Mediterrâneo. Os apartamentos usado pelos esportistas viraram moradias. A população pôde comprar os imóveis a preços subsidiados, o que fez o governo local reduzir o déficit habitacional. Atualmente, Barcelona tem uma rede de metrô de 164 quilômetros, com 125 estações –  enquanto o Rio dispõe, hoje, de 42 quilômetros e somente 33 estações.