Bem-vinda conexão em 5 metrópoles na Ásia
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Bem-vinda conexão em 5 metrópoles na Ásia

Mônica Nóbrega

26 Novembro 2013 | 13h12

Lucas Frasão, especial para o Estado

Voos diretos entre São Paulo e aeroportos na Ásia facilitam a vida do viajante para ir ao outro lado do planeta. E ainda permite descobrir, sem custo extra, o luxo e a história das cidades-hubs.

Istambul


Ares de metrópole mundial começam a se fazer sentir já no aeroporto internacional de Istambul. A antiga Constantinopla ainda hoje administra a relevância estratégica e cultural de ser a única megalópole no planeta a conectar dois continentes, Europa e Ásia.
Vale se concentrar nas áreas próximas ao Estreito de Bósforo – ele mesmo, um passeio indispensável por estar no exato limite entre os continentes e ainda conectar os mares Negro e de Mármara. Com partida diária da estação Eminönü por volta das 10 horas, o cruzeiro em ferryboat da empresa municipal IDO (ido.com.tr/en; desde 15 liras turcas ou R$ 17) tem duração de seis horas, com paradas em vilas.
Os principais pontos turísticos estão perto do Bósforo. Na Península Histórica fica o bairro de Sultanahmet – leia-se Palácio Topkapi, coração dos impérios romano, bizantino e otomano; a Santa Sofia, mesquita transformada em basílica transformada em museu; e Mesquita Azul.
No Grande Bazar, labirinto de 3.500 lojas, há até vendedores que arriscam o português.
Passagem aérea. O trecho São Paulo-Istambul-São Paulo custa entre US$ 1.111 (R$ 2.525) e US$ 4.888 (R$ 11 mil) na Turkish (turkishairlines.com). A empresa permite stopover – ou seja, dormir algumas noites na cidade de conexão antes de seguir para o destino final, sem cobrança de taxa adicional.

 

Cingapura

Mérito da piscina de borda infinita de 150 metros de extensão instalada no topo do edifício, com vista para a linha de prédios da cidade, o hotel Marina Bay Sands se tornou um ícone de Cingapura. A arquitetura singular ajudou no status de cartão-postal. Bem como a presença de restaurantes estrelados de chefs como Guy Savoy e Daniel Boulud. A piscina é só para hóspedes; restaurantes e o mirante do Sky Park (20 dólares de Cingapura ou R$ 37; marinabaysands.com), para quem fizer reserva.
Lá do alto percebe-se a importância de Cingapura para o comércio marítimo internacional. Os navios que passam pelo estreito de Cingapura, ligação entre o Oceano Índico e o sudeste asiático, desenham linhas no oceano.
Parte do moderno e fluorescente distrito financeiro de Cingapura, a Marina Bay é caminhada fácil para o turista. Vá à noite para ver os shows de luzes (sempre às 20 e às 22 horas).
No centro, vá de Little India, com direito a restaurante autênticos indianos, Chinatown e Rua Árabe, com templos e mesquitas gratuitos para visitação. Na Ilha de Sentosa, lugar de descanso também para a população local, está o S.E.A. Aquarium (rwsentosa.com; 38 dólares ou R$ 69), maior aquário do mundo segundo o Guinness Book.
Passagem aérea. Ida e volta entre São Paulo e Cingapura custa entre US$ 2 mil (R$ 4.570) e US$ 15 mil (R$ 34.270) na Singapore (singaporeair.com). Stopover: mais US$ 100 na econômica, US$ 150 na executiva e gratuito na primeira classe.

 

Dubai

Do alto de seus 828 metros, o Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo, é só o grandalhão mais expressivo na silhueta da cidade que, por muito tempo, foi sinônimo de Emirados Árabes Unidos para os brasileiros. Mas Dubai tem mais, muito mais.
A cidade que brota do deserto e cresceu graças ao petróleo é um enclave de hotéis chiques, compras de grife, gastronomia com vários sotaques e entretenimento (pista de esqui, parque aquático, esportes no mar) às margens das águas verdes do Golfo Pérsico. Quase tudo embalado em ar condicionado – as temperaturas médias ficam entre 20 e 30 graus no inverno, de outubro a abril.
Junto ao Burj Khalifa, que tem mirante (burjkhalifa.ae/en; 125 dirhams ou R$ 75) está o Dubai Mall, maior shopping do mundo. Tem grifes, pista de patinação no gelo e aquário visível até de parte dos corredores, com milhares de animais marinhos. E restaurantes, muitos dos quais colocam mesas no calçadão do complexo, uma lufada de vida ao ar livre.
O passeio pela cidade requer ainda visitinha ao Burj Al Arab, o nababesco hotel em forma de vela de barco que fica em Jumeirah, bairro de praias e resorts (o chá da tarde no hotel sai por 300 dirhams ou R$ 185 por pessoa; burjalarab.com). Bem como uma passada nos souks (mercados) do ouro e das especiarias junto ao Creek, o braço de mar que adentra a área mais antiga da cidade. E ainda uma volta de carro, pelo menos, por The Palm, ilha em forma de palmeira totalmente construída em meio às águas do golfo, com parada para ficar de boca aberta diante da arquitetura no mínimo curiosa do Atlantis The Palm. O hotel tem day use e nado com golfinhos (desde 795 dirhams ou R$ 490 por pessoa).
Passagem aérea. O bilhete São Paulo-Dubai-São Paulo custa entre US$ 1.997 (R$ 4.529) e US$ 17.995 (R$ 40.800) na Emirates (emirates.com/br). A empresa não só permite stopover como mantém o programa Dubai Stopover, com descontos para estender a estadia na cidade.

 

Abu Dabi

Ligada a São Paulo sem escalas há menos de seis meses – os voos diretos começaram em junho – Abu Dabi é a capital dos Emirados Árabes Unidos e também sua joia da coroa, onde de fato estão o dinheiro e o poder.
Localizada a pouco menos de 150 quilômetros da irmã famosa, Dubai, Abu Dabi segue a mesma receita de hotéis extremamente luxuosos (ou extremamente dispendiosos, depende do ponto de vista). Caso do delirante Emirates Palace, que ostenta 114 domos e uma decoração toda baseada em ouro e mármore; restaurantes de todos os sabores e nacionalidades, contados às vezes às dezenas dentro de cada hotel; e compras, compras, compras.
Mas vem buscando seu diferencial. Na esteira do circuito Yas Marina, que recebe uma das etapas anuais da Fórmula 1 e, fora da época da corrida, oferece suas pistas a qualquer mortal a fim de dirigir um carro veloz (yasisland.ae; desde US$ 420 ou R$ 950), o parque temático Ferrari World atrai apaixonados por velocidade, pela escuderia italiana ou só por diversão mesmo. A estrela é a montanha-russa Formula Rosso, a mais veloz do mundo. A entrada custa 240 dirhams (R$ 148): ferrariworldabudhabi.com.
Mais uma aposta que deve influenciar o perfil do visitante de Abu Dabi no futuro próximo é a Ilha Saadiyat, o distrito cultural da cidade. Dois dos museus mais relevantes do planeta, Louvre (de Paris) e Guggenheim (de Nova York) estão construindo filiais ali, com inaugurações previstas para 2015 e 2017, respectivamente. Um terceiro museu, batizado de Nacional Zayed e organizado com ajuda do British Museum, contará a história local, a partir de 2016.
O passeio fundamental de Abu Dabi é a visita à Grande Mesquita Sheik Zayed. Uma das maiores do mundo, trata-se de uma joia arquitetônica em forma de domos, minaretes e colunas, tudo entre o branco e vários tons de mármore.
Passagem aérea. A Etihad (etihad.com/pt-br) faz o trecho entre São Paulo e Abu Dabi, ida e volta, entre US$ 1.887 (R$ 4.310) e US$ 16.200 (R$ 37 mil). A empresa permite stopover, mas cobra tarifa extra em caso de passagens promocionais.

 

Doha

O melódico chamado para orações que sai das mesquitas se mistura, atualmente, ao bate-estaca dos equipamentos de construção civil em Doha, capital do Catar. A cidade, hub da companhia aérea que leva o nome do país, vem há dez anos investindo em uma mudança de perfil para se tornar um centro de lazer.
Novíssimos prédios de arquitetura espalhafatosa se esparramam pela orla e abrigam centros de compras, escritórios, hotéis. Caso da pirâmide do hotel Sheraton (“pirâmide asteca”, diz o material de divulgação da cidade) e do Museu de Arte Islâmica (mia.org.qa), o maior do mundo, onde estão artefatos dos séculos 7º ao 19, como manuscritos raros, cerâmicas, metais e pedras preciosas.
O impulso desenvolvimentista ganhou ainda mais expressão desde que o Catar foi escolhido pela Fifa como sede da Copa do Mundo de Futebol em 2022. Falta um tempinho, mas o país já respira clima futebolístico nas obras para os estádios que, prometem, serão climatizados (a temperatura média chega fácil aos 40 graus) e ultratecnológicos.
Se o calor deixar, o lugar para sentir o clima da cidade e o modo de vida dos habitantes – 80% dos cerca de 1,6 milhão de moradores são estrangeiros – é o Corniche, calçadão de 7 quilômetros de extensão na orla. Moradores correm e sentam em cadeiras sob a sombra de palmeiras. São comuns na cidade os cafés que servem vários tipos de tabaco com sabores de frutas.
Construído para imitar uma cidadezinha italiana bem maquiada, o shopping Villagio Mall (villaggioqatar.com) é um enorme complexo de lazer mais afastado da orla. Dispensa explicações – é um shopping – mas vale citar que existe ali um canal com gôndolas (R$ 7 a voltinha) e um parque temático, o Gondolian Park Center.
Sente falta de um mercado típico? Seu lugar é o Souk Waqif, com tecidos, utilitários, decoração e restaurantes de culinária francesa, indiana e malaia.
Passagem aérea. Com a Qatar Airways (qatarairways.com), ida e volta entre São Paulo e Doha custa entre R$ 5.980 e R$ 17.517. A empresa permite stopover e tem programa para ajudar o viajante a encontrar hotéis e programas com desconto na escala em Doha.