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Cenouras e barrinhas

Tania Valeria Gomes

04 Dezembro 2008 | 18h40

Prezado Mr. Miles: quanto da produção mundial de ervilhas e cenouras é destinado às empresas de catering, que servem as companhias aéreas? Me parece que pelo menos uns 80%, don’t you agree? Talvez menos agora que elas insistem em servir apenas barrinhas de cereais…
Lothus Minott

Lothus, my dear: unfortunately, não estou a par do fact & figures do catering internacional, but, indeed, you must be right.
Se eu somasse, uma a uma, as ervilhas que ingeri em todos esses anos a bordo de aeronaves, creio que seria perfeitamente possível estabelecer uma linha pontilhada (de verde, of course) entre meu querido Condado de Essex e o terceiro anel de Júpiter. As for the carrots, guardo a ilusão de que é o consumo excessivo dessa umbelífera que mantém minha visão aguçada e, modestamente, meu interesse sexual ativo como o dos coelhos.
Por outro lado, my dear, quero aproveitar a sua pergunta para comentar que, in my opinion, o cartel internacional do catering deve ter desenvolvido uma nova espécie de ave genéticamente modificada que é uma mistura entre o antigo frango e o recente poliéster. Não sei se você reparou, Lothus, mas não importa a companhia ou o tempêro, aquilo a que chamam de frango nos aviões é uma espécie de fibra emborrachada, com um esplêndido nothing-flavour. A tal ave já deve nascer desossada e depenada, I presume.
Quanto às barrinhas de cereal, I’m sorry, but I have no further coments.