Calor e muita emoção, antes e depois das partidas
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Calor e muita emoção, antes e depois das partidas

Felipe Mortara

31 Dezembro 2013 | 04h50

Vista do restaurante Coco Bambu, de abrir o apetite. Foto: Divulgação

BRASÍLIA – Um rolê com Digão, líder da banda Raimundos

“Rodei o mundo para ganhar a vida, sempre procurava um lugar para viver parecido com a minha terra, mas só achei quando voltei para Brasília. E, pegando emprestado uma frase de Faroeste Caboclo: ‘Nesse país lugar melhor não há’!”. É com tal entusiasmo que Rodrigo Aguiar Madeira Campos, o Digão, fala de sua relação com Brasília.

Casado e pai de três filhos, voltou a morar lá depois de sete anos em São Paulo e dois no Rio. “Domingo adoro andar de bicicleta no Eixão Norte até perto da descida da Ponte do Bragueto, onde a galera dos Long Brothers incentiva o skate downhill”, diz ele. “Lá você encontrará DJs tocando som bom, rampas, corrimão, slackline e muita gente bonita com a família curtindo a manhã toda! Não chegue tarde…”


Piração no lago. Além do gosto por pedalar, Digão também é bom de garfo. “Comer é no restaurante Coco Bambu, os melhores frutos do mar de todos os tempos!”, empolga-se. A casa é famosa por ter mesa farta e uma ampla varanda com vista para o Paranoá. “O visual do lago! Levei os integrantes da banda Sublime With Rome lá e eles piraram!”, lembra. “Comeram o camarões internacional e não sobrou nada.”. O prato, de acordo com a gerência da casa, é o campeão de vendas do restaurante. Vem servido sobre arroz com ervilhas e presunto, banhado ao molho branco e gratinado com mussarela. Vale R$ 105,80 e dá para até quatro pessoas. “Recomendo também a pimenta da casa, que combina perfeitamente com a comida”, acrescenta o músico. Detalhe: o tempero, tamanho o sucesso, também passou a ser vendido à parte: o vasilhame de 50 ml custa R$ 10.

Gela goela. Outra dica que, segundo Digão, é imperdível em sua cidade são os sorvetes da Cremosità, na 104 Sul. “Melhor sorvete que tomei na vida.”, diz. “Destaque para o de pistache e o choco black. Perdição.”. Um gelado simples sai por R$ 10 e o duplo, a R$ 16. O quilo, para viagem, custa R$ 70. A sorveteria tem uma unidade no Boulevard Shopping. / F.V.

Paritda intensa do Cuiabá Arsenal, campeao brasileiro de futebol americano. Foto: Daniel Pereira/Divulgação

CUIABÁ – Surpresas de Helio Flanders, da Banda Vanguart

“O Sesc Arsenal é uma das melhores opções de cultura na cidade. Fica num prédio do século 19 e ali você pode assistir a shows, exposições, filmes, além de tomar um chope no pátio. Existe a loja de souvenirs com bebidas e comidas típicas de Mato Grosso, sempre com algo relacionado à arte local. Bom para quem quer conhecer um pouco mais sobre a cultura mato-grossense”, indica o músico Helio Flanders.

Outro grande atrativo de Cuiabá são os peixes de água doce. “Uma ótima pedida é jantar no Lélis Peixaria, que oferece rodízio de peixe (R$ 69,90), desde ensopado, frito, assado, incluindo feijoada de peixe e carne de jacaré.”

Bola oval. “Assistir a um jogo do time de futebol americano Cuiabá Arsenal (foto). Cuiabá é uma das capitais do esporte no País e o time da cidade é bicampeão brasileiro.” Vale a pena ver um jogo ou treino aos sábados e domingos, às 16 horas, na Academia de Polícia ou no estádio do Dutrinha.

Refresco. O calor cuiabano combina, e muito, com cerveja gelada.“ O Hookerz (Av. Fillinto Muller, 1.398) é um oásis pra quem gosta de tomar uma boa weiss. É a melhor opção para quem quer boa cerveja na cidade, o que é quase uma necessidade no fim do dia devido ao calor escaldante.” / F.M.

Símbolo do período áureo da borracha, o Teatro Amazonas encanta até hoje. Foto: TIago Queiroz/Estadão

MANAUS – Nas entrelinhas do escritor Milton Hatoum

“Meus romances falam de uma Manaus que não existe mais. O urbanismo em harmonia com a floresta acabou nos anos 80. A cidade que está lá hoje é uma das mais desiguais do Brasil, e o turista vai ficar impressionado com isso”, começa Milton Hatoum.

Mas a melancolia inicial dá lugar a entusiasmo desenfreado quando o escritor começa a enumerar seus pontos preferidos na capital do Amazonas. “O centro histórico, o Teatro Amazonas, a Praça de São Sebastião e todo o entorno são ícones do momento glorioso de Manaus, de 1880 a 1915.” O recentemente reinaugurado Mercado Adolpho Lisboa tem uma bela arquitetura de ferro, lembra Hatoum. Ainda na toada histórica, sugere uma parada na Livraria Valer (Rua Ramos Ferreira, 1.195), com “ótimo acervo de literatura e cultura do Amazonas”, e na Banca do Largo, na Praça de São Sebastião, onde são vendidos postais antigos da cidade.

Na cumbuca. Na mesma praça está “o melhor tacacá de Manaus, na tenda Tacacá do Largo”. Mais gastronomia? O Choupana (choupanarestaurante.com.br) serve pato no tucupi e tucunaré na telha.

Verdes paisagens. As alamedas arborizadas e o Bosque da Ciência na sede do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa; inpa.gov.br), com arquitetura de Severiano Porto, são consideradas pelo escritor visitas fundamentais. “E o que é maravilhoso e só tem em Manaus: o esplendor do Rio Negro. É imprescindível um passeio de barco até o arquipélago de Anavilhanas.”/ M.N.