Clima de festa na casa do papa
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Clima de festa na casa do papa

Felipe Mortara

28 Março 2013 | 19h32

 Obelisco da 9 de Julho enfeitado com as cores do Vaticano. Foto: Felipe Mortara/Estadão 

Felipe Mortara

“É mais importante do que ganhar uma Copa do Mundo”, tentou explicar um taxista, para justificar as onipresentes bandeiras da Argentina e do Vaticano que tomaram conta de Buenos Aires – e de todo o país – desde que Jorge Mario Bergoglio saiu do Conclave como papa Francisco, no dia 13 de março.


O branco e o amarelo aparecem em todo canto que se olhe. Nas sacadas, nas vitrines e até mesmo no famoso Obelisco da Avenida 9 de Julio. É bem verdade que quase na maioria das vezes acompanhada do azul e branco argentino, como que para não deixar esquecer por minuto sequer que o novo papa é dali, conhece a cidade como a palma de sua mão e andava para cima e para baixo de transporte público.

Outdoor com a imagem do papa na 9 de Julio. Foto Reuters

As rádios, tanto as de notícia como as de música, falam o tempo todo do novo pontífice –sempre em clima de louvação. Nos táxis, nas praças ou nos guichês das casas de cambio parece haver uma esperança de melhoria misturada com certo orgulho, e que chega em boa hora, no meio da crise econômica em que o país está mergulhado.

Barracas de souvenir com a imagem do Papa Francisco ocupam metros quadrados movimentados como os da Plaza de Mayo e o da Calle Florida, no Centro. Isso sem falar na marquise na porta da catedral. Imãs de geladeira saem por 5 pesos (cerca de R$ 2), broches por 10 pesos (R$ 4) e pratinhos decorativos por 50 ‘pesitos’, como dizem os entusiasmados vendedores.