Cultura e sabores em Tiradentes
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Cultura e sabores em Tiradentes

Bruna Tiussu

29 Agosto 2011 | 10h08

Bruna Tiussu

Há o centro histórico, as igrejas mais antigas do Brasil, pousadas aconchegantes, o jeitinho dos mineiros. E há a culinária. Os doces, os queijos, as pimentas, as cachaças… É, impossível negar que Tiradentes é aquele tipo de cidade que ganha o turista pelo paladar.

Em qualquer época, cidade convida a um tour gastronômico. Fotos: Bruna Tiussu/AE


 

Imagine, então, como ficou a atmosfera local durante os dois últimos fins de semana, quando a cidade sediou o 14º Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes. Era gente de todo canto do País, todos felizardos que conseguiram garantir ingresso (que custavam de R$ 220 a R$ 330) para algum dois oito festins do evento – cada festin, ou jantar, era assinado por um chef de renome, como Alex Atala, Rodrigo Oliveira  e o italiano Roberto Cerea.

A edição deste ano se propôs a homenagear novos talentos da cozinha. Um deles foi o chef Joca Pontes, que comanda três casas em Recife, e deixou todo mundo com água na boca diante do menu que preparou. O ponto alto foi o arroz de galinha d’angola ao pesto de tomates frescos, maxixe e leite de coco acompanhado de farofa de amendoim caramelado. De sobremesa, uma saborosíssima compota gelada de manga com gengibre, creme batido de coco com suspiros. Todos os aplausos ao jovem cozinheiro.

Sabores e temperos no festin de Joca Pontes

 

Durante as tardes, mais do mundo gastronômico para os visitantes. Tanto chefs quanto doceiras e cozinheiras tradicionais da cidade deram aulas e worshops. Ali, rolaram as dicas e passo a passo para acertar o ponto do pão de queijo, ou dosagens e tempo no fogo ideais para fazer o melhor doce de leite. Na praça central ainda estava o butequim oficial – ou ponto de encontro utilizado por todos. E um palquinho, onde músicos, grupos de dança e de teatro se revezavam na programação cultural que se estendeu até os últimos minutos do festival.

Programação cultural com teatro, música de dança

Na praça principal, o butequim do evento

Depois que o público se deliciou com os menus do evento e já se preparava para deixar a cidade, chegava a vez dos moradores. A cada ano, pousadas e restaurantes que participam do festival doam ingredientes e produtos para a chamada ‘Gastronomia dos Malas’: é no Armazém dos Malas, um bar do centro histórico, que a festa é montada. Muito tutu de feijão, pernil, leitão, queijos e doces. Agora, tudo de graça.