Cumbia, suor e maresia no berço de Shakira: bem-vindo a Barranquilla
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Cumbia, suor e maresia no berço de Shakira: bem-vindo a Barranquilla

Fabio Vendrame

21 Janeiro 2014 | 03h30

BARRANQUILLA

Às margens do Rio Magdalena e a apenas 20 quilômetros do mar, a portentosa Barranquilla conserva o mais puro espírito caribenho. Não só por abrigar o maior porto do país, mas porque a maresia invade sem pedir licença e dá, mesmo a uma metrópole com mais de 2 milhões de habitantes e trânsito caótico, um delicioso ar de informalidade.

No Museo del Caribe, sala indica os pontos favoritos de Gabo em Barranquilla – Foto: Felipe Mortara/Estadão

Toda essa essência praieira está sintetizada no Museo del Caribe (culturacaribe.org), grande símbolo do processo de revitalização pelo qual a cidade vem passando. Aberto em 2009, o moderníssimo prédio tem um conceito sensorial e interativo e deve ser percorrido na companhia de um guia. As amplas salas reúnem elementos que compõem todo o mosaico caribenho.


A mestiçagem oriunda do cruzamento de povos nativos, colonizadores europeus e escravos trazidos da África revela suas singularidades tanto nas tradições religiosas quanto nas culinárias ou musicais. As divertidas janelas de identidade apresentam vídeos sobre etnias como zenú, wiwa e tule, que vivem nos arredores até hoje.

Tal como Cartagena, Barranquilla também foi lar, por cerca de dois anos, de Gabriel García Márquez. No último andar do museu, a sala dedicada a ele tem as paredes tomadas por animações que narram suas principais obras – destaque para Os Funerais da Mamãe Grande. Na janela próxima à porta, setas indicam no horizonte onde ficam os lugares preferidos do autor.

Vale a pena. Passeio obrigatório na terra natal de Shakira – que, aliás, ganhou uma baita estátua, de estética duvidosa, na cidade –, Bocas de Ceniza é o ponto em que as águas do Rio Magdalena se rendem ao Mar do Caribe. Fica a 15 minutos de lancha do centro, mas também há um simpático trenzinho que faz o percurso por US$ 5.

Barranquilla é famosa ainda por seu carnaval. Animados blocos desfilam pelas ruas ao som de pito, cumbia e outros ritmos de origem negra e indígena. Experiência visceral. / F.M.

O que levar:

Para não torrar – Em todo o litoral colombiano a temperatura média é de 28 graus o ano todo. Apesar das insistentes nuvens, o sol impera e castiga – por isso, capriche no protetor solar e nos óculos escuros

Para não passar vontade – Leve dólares em espécie, e troque-os em casas de câmbio oficiais, em geral no centro das cidades. As taxas cobradas nas recepções dos hotéis não costumam compensar. Separe alguns para fazer compras nas lojas duty free de San Andrés

Para não virar comida – Repelente é a palavra-chave. Se puder, leve até um spray inseticida porque, de um jeito ou de outro, eles acabam entrando no quarto – e estão sempre famintos

O que trazer:

Para encantar  – Esmeraldas são especialidade local. Em Cartagena, as joalherias têm peças com ouro e prata a preços que começam em US$ 10 e vão até a lua

Esmeralda, a joia colombiana – Foto: Felipe Mortara/Estadão

Para agradar – San Andrés é uma área livre de impostos. Sem ambientes chiques, mas com bons preços em perfumes, bebidas, eletrônicos…

Para degustar – O café da Colômbia é uma entidade e merece ser apreciado até por nós, brasileiros. Pacotes desde US$ 3

SAIBA MAIS:

  • Passagem aérea: SP – Cartagena – SP: a partir de R$ 1.350 na Avianca (avianca.com), R$ 1.426,50 na Copa (copaair.com), R$ 1.680 na Taca (taca.com), R$ 3.344,50 na TAM (tam.com.br) e R$ 3.350 na LAN (lan.com). Voos com conexão
  • Moeda: R$ 1 equivale a 826 pesos colombianos
  • Melhor época: a temperatura média em Cartagena é de 28 graus. A época mais chuvosa vai de agosto a novembro