De lancha, bote ou caiaque, a adrenalina corre solta
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De lancha, bote ou caiaque, a adrenalina corre solta

Fabio Vendrame

28 Janeiro 2014 | 02h50

QUEENSTOWN

A natureza criou um cenário ideal para proporcionar acentuadas emoções no Rio Shotover, cujo porto fica a dez minutos do centro de Queenstown. As águas do degelo dos Alpes do Sul, que descem em velocidade, escavaram durante milhares de anos cânions que se tornaram verdadeiras calhas para fortes corredeiras.

Finas inacreditáveis das paredes dos cânions – Foto: AJ Hackett

Em 1970, alguém teve a ideia de colocar lá lanchas supervelozes, empurradas por dois motores Buick V6 a até 85 km/h. Desenhadas especialmente para o Rio Shotover, os jet boats são capazes de navegar em águas com profundidade de apenas 10 centímetros e dão giros de 360 graus.


Os pilotos da Shotover Jet, com cara de sádicos, passam por no mínimo 120 horas de treinamento para tirar finas inacreditáveis das paredes do cânion. E você paga NZ$ 129 (R$ 255) para ficar de cabelos em pé durante 25 minutos.

Em Glenorchy, a cerca de 1 hora de Queenstown, a adrenalina dá uma trégua no Rio Dart, mais calmo. Ali, a diversão fica por conta dos passeios de caiaque, os Funyaks (NZ$ 319 ou R$ 631), pelas águas do Parque Nacional de Mount Aspiring.

Depois que se chega a um acordo com o parceiro de remo – não é muito fácil remar para o mesmo lado –, dá para curtir melhor as belezas do lugar, que foram cenário de filmes da série Senhor dos Anéis. Aliás, por todo o país é possível encontrar cenários reais da trilogia.

Ilha Norte. A experiência nas águas neozelandesas pode ser bem mais radical a 15 minutos de Rotorua, que recebeu o último Mundial de Rafting, em novembro – detalhe: com vitória brasileira.

O Rio Kaituna oferece uma queda d’água de seis metros de altura e outras 13 de menor porte. Vai encarar? O rafting custa NZ$ 95 (R$ 188) na Kaitiaki. /A.L.