Depois de Hamburgo, os Beatles nunca mais foram os mesmos
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Depois de Hamburgo, os Beatles nunca mais foram os mesmos

Bianca Ribeiro

20 Agosto 2010 | 15h15

Beatlemaníaco que se preze já se fotografou atravessando a faixa de pedestres na Abbey Road, em Londres, e foi até o Cavern Club, em Liverpool, onde a banda se apresentava no início de carreira. Agora beatlemaníco mesmo, de carteirinha, já foi até Hamburgo. Sim, porque foi na cidade alemã que Os Beatles se tornaram OS BEATLES, assim, com maiúscula. “Nasci em Liverpool, mas cresci em Hamburgo”, disse John Lennon, anos mais tarde.

Acervo do Museu Beatlemania, em Hamburgo, Alemanha. Foto: Malte Christians/EFE

Acervo do Museu Beatlemania, em Hamburgo, Alemanha. Foto: Malte Christians/EFE


Realmente, a efervescente Hamburgo era bem diferente da industrial Liverspool, na Inglaterra, de onde nunca tinham saído. Dois anos e quase 300 shows depois nos inferninhos na cidade, eles não mais foram os mesmos. As calças de couro foram deixadas de lado e o topete cheio de gel à la Elvis Presley substituído pelo famoso corte de cabelo em estilo champignon – sugestão da fotógrafa Astrid Kirchherr, que tocava na banda Exis. Foi em Hamburgo que eles conheceram Ringo Starr, que se tornou o futuro baterista da banda, que também tocava na cidade.

Fotografia do primeiro show dos Beatles em Hamburgo, no Indra Club. Na época, eles ainda eram em cinco. Malte Christians/EFE

Fotografia do primeiro show dos Beatles em Hamburgo, no Indra Club. Na época, eles ainda eram em cinco. Malte Christians/EFE

O primeiro show na cidade, no Indra Club, completou 50 anos nesta semana. Naquela noite de verão, em agosto, um grupo de cinco jovens músicos ingleses (John Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Stuart Sutcliffe e Pete Best), totalmente desconhecidos se apresentou para uma plateia de menos de 30 pessoas.Com um show de seis horas e com poucas músicas próprias no repertório, o grupo adotou uma tática: prolongar as canções e intercalá-las com covers de rock’n’roll dos anos 1950, basicamente americanos.

Instrumentos originais usados pela banda. Foto: Museu Beatlemania/Divulgação

Instrumentos originais usados pela banda. Foto: Museu Beatlemania/Divulgação

A passagem dos Fab Four está presente em vários cantos da cidade. No museu Beatlemania (www.beatlemania-hamburg.com), um enorme submarino amarelo na porta do predinho de cinco andares dá as boas vindas. Para comemorar o cinqüentenário, o museu preparou a exposição “50 anos dos Beatles”. Lá estão raridades como instrumentos originais e o primeiro contrato assinado pela banda.

Um enorme pôster cobre uma parede inteira com a capa do lendário disco Sgt Peper’s Lonely Hearts – aproveite para tirar uma foto digital e colocar seu rostinho entre dezenas de celebridades como Einstein, Karl Marx e Marilyn Monroe. E leve presentinhos na bagagem, de canecas a guarda-chuvas com a imagem dos quatro rapazes de Liverpool.

Souvenirs com a imagem dos Fab Four. Foto: Museu Beatlemania/Divulgação

Souvenirs com a imagem dos Fab Four. Foto: Museu Beatlemania/Divulgação

A exemplo de Londres, a cidade conta com um ônibus, o Magical History Tour (www.beatlesbus.de) que percorre alguns locais recheados de muitas histórias . Como o pequeno cinema “Bambi”, onde o grupo queimou um preservativo em protesto à deportação de George Harrison, de apenas 17 anos, à Inglaterra. Ou a praça em forma de vinil em homenagem ao grupo. E ainda o Indra Club, que sim, continua com as portas abertas.