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Descontração e emoção na abertura dos Jogos Paralímpicos 2012

Bruna Tiussu

29 Agosto 2012 | 22h35

Bruna Tiussu

Aqui em Londres, os ingleses juram estar adorando o clima olímpico e todos os eventos realizados em conjunto com os Jogos. Há duas semanas do fim das disputas Olímpicas, dizem ainda que esperavam ansiosos pelo início dos Jogos Paralímpicos e os agitos que com eles chegam. Pois tal expectativa que soava exagerada pôde de fato ser percebida na cerimônia de abertura dos Jogos realizada nesta quarta-feira, no Parque Olímpico londrino.

O clima de festa se espalhava logo pelo lado externo do estádio, com torcidas organizadas – com os respectivos uniformes e bandeiras de seus países -, música, rostos pintados e sorrisos espontâneos. Na abertura dos Jogos Paralímpicos, claro, era grande o número de pessoas com necessidades especiais, que iam e vinham com uma facilidade impressionante, com acessos perfeitos para eles.

Muitos duvidaram, mas a chuva que caiu na cidade no início da tarde foi embora no momento exato para que a festa se realizasse com o céu limpo. Fogos de artifício, luzes variedadas, efeitos especiais – como os bailarinos que surgiam do céu, pendurados em seus guarda-chuvas – tomaram conta do estágio e emocionaram o público que lotava o ambiente. Se vendo pela televisão tal dedicação e perfeição é surpreendente, imagine só como é vivenciar a experiência in loco…


Particularmente, destaco dois momentos em especial: o primeiro, a entrada da delegação brasileira  (porque um pouco de patriotismo é inevitável) em verde e amarelo, lá vieram nossos paratletas recebendo o aplauso caloroso do público. As mais de 100 pessoas que representam o Brasil nessa edição da Paralimpíada acenavam, sorriam, tiravam fotos, bem ao estilo brasileiro que festar.

Depois, destaco a hora em que a bandeira Paralímpica entrou no estádio. Ela foi carregada pelos atletas paralímpicos da seleção de basquete da Inglaterra, todos cadeirantes. Deram uma pequena volta com ela esticada até alcançarem a haste onde ela seria erguida. Sem grandes efeitos especiais ou jogo de luzes, foi um ato simples, mas tocante, que veio carregado da mensagem mais nobre dos Jogos Paralímpicos: que o esporte não aceita não como resposta.

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