Encontro com hobbits em plena Terra Média
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Encontro com hobbits em plena Terra Média

Fabio Vendrame

28 Janeiro 2014 | 03h00

Bem-vindo a Hobbiton – Foto: Alessandro Lucchetti/Estadão

O sucesso dos personagens de JRR Tolkien resultou na criação do Ministério do Senhor dos Anéis. E as principais locações estão abertas à visitação em Matamata

MATAMATA

Quando estreou o primeiro filme da trilogia Senhor dos Anéis, em 2001, os operadores de turismo ficaram surpresos com a quantidade de pessoas em busca das locações das filmagens. Doze anos depois, e com a recente estreia de O Hobbit 2: a Desolação de Smaug, novo longa do diretor neozelandês Peter Jackson, o país está mais bem estruturado para atender à demanda. O governo até criou (acredite!) o Ministério do Senhor dos Anéis, que tem a função de anabolizar as receitas financeiras proporcionadas pela franquia ao país.


O tradicional slogan do órgão de turismo local, “Nova Zelândia 100% autêntica”, foi trocado por “100% Terra Média”. Para os não iniciados na saga, Terra Média é o universo fabular dos livros de J.R.R. Tolkien – uma era pré-histórica com aspectos da Inglaterra rural.

A Nova Zelândia é o país que mais devastou sua cobertura vegetal, levando em conta as proporções de território. Mas o que restou, sobretudo nos parques nacionais, são terrenos onde elfos e hobbits podem deitar e rolar em suas aventuras: geleiras, vulcões, rios com água azul e grandes torrentes, desertos e florestas.

Há mais de 150 locações utilizadas nas gravações dos seis filmes. A mais turística é Hobbiton, nas colinas de Matamata, na Ilha Norte. Jackson levou mais de 12 anos para escolhê-lo. A ideia era encontrar um lugar com morros verdes, longe de estradas e linhas de energia elétrica, para dar o contraste entre a imensidão desabitada e o tamanho diminuto dos personagens de Tolkien.

O Condado dos hobbits – Foto: Alessandro Lucchetti/Estadão

Matamata se transformou no Condado, o lar dos hobbits. Os cenógrafos construíram com esmero 44 tocas coloridas. E capricharam nos detalhes: roupinhas nos varais, cestas com pães e frutas… A sensação é de que os hobbits acabaram de sair para procurar um anel e já voltam.

Os guias – um deles, pouco maior que um hobbit – explicam como foram feitas as cenas. Para criar o Bolsão, carvalho onde estão as tocas dos hobbits (Bag End, em inglês), a árvore teve de ser cortada em pedaços e remontada com parafusos. As folhas, mais de 20 mil, foram fabricadas em Taiwan e coladas uma a uma na árvore.

O passeio de duas horas termina no acolhedor O Dragão Verde, pub medieval frequentado por Frodo e seus amigos. No local há quatro tipos de cervejas artesanais, fabricadas especialmente para Hobbiton. Fãs de carteirinha podem aproveitar as roupas disponíveis e tirar até uma foto vestidos de hobbit. / ALESSANDRO LUCCHETTI