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Experiência sísmica

Bruna Tiussu

28 Maio 2010 | 17h51

É engraçado perceber como o ser humano pode se acostumar a certas coisas que aos nossos olhos parecem tão raras. Semana passada estava na Costa Rica e, especificamente na tarde de quinta-feira, dia 20, caminhava em uma cidadezinha a 100 quilômetros da capital San José quando senti um leve tremor no chão – algo comparado àquela sensação de estar na calçada quando um grande caminhão passa meio que chacoalhando tudo ao redor.

As pessoas que estavam por ali pararam por um segundo, olharam ao redor e seguiram seu caminho naturalmente. Os que estavam comigo simplesmente comentaram o fato curioso, também sem dar muita bola.

Somente no fim do dia e já no hotel li nos sites brasileiros notícias sobre o “forte terremoto” ou “terremoto de magnitude 6.2” que havia abalado o país. Corri até a recepção atrás de mais detalhes e quando perguntei sobre o tal terremoto as pessoas me olharam com aquele sorrisinho no rosto de quem tem de acalmar pela milésima vez um turista desacostumado a ver a terra tremer. “Terremoto? Não, não. Foi apenas mais um tremor corriqueiro”.

Meu próximo passo, então, foi reescrever essa frase para amigos e parentes que haviam mandado e-mails preocupados. E seguir tranquilamente para o jantar com direito para uma apresentação de danças típicas da Costa Rica.

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