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Fim de semana agitado no Pantanal

Adriana Moreira

26 Julho 2010 | 19h52

Logo no primeiro dia, na Fazenda Santa Sophia, Beatriz Rondon perguntou se havia algum aniversariante no grupo. Cleiton ia completar 16 anos na sexta-feira, e ela logo determinou “vamos fazer um bolo”. O tal bolo se transformou em uma festa com fogueira alta e sanfona – tocada pela própria Beatriz.

Os meninos e meninas da Casa Taiguara aproveitaram também para agradecer a receptividade não só da dona da fazenda, mas dos funcionários da Santa Sophia que vinham acompanhando o grupo nas andanças pelo Pantanal. Em algum momento, alguém se lembrou de fogos de artifício armeazenados. E o São João estilizado de repente ganhou ares de Ano Novo.

A festa não pôde ir até muito tarde porque o dia seguinte seria puxado. Metade a cavalo e metade em trator, o grupo foi até o retiro, área de apoio dos peões quando estão levando o gado para outras pastagens.

A turma que foi na frente trabalhou: cortou madeira e montou a churrasqueira – um autêntico fogo de chão. Enquanto a comida não ficava pronta, alguns aproveitaram para pescar. Do outro lado da ponte, jacarés se aqueciam sob o sol quente, deixando a beira do lago tão lotada quanto um dia de verão em Copacabana.


Depois de forrar o estômago, uma sonequinha. Ou para quem preferiu ficar acordado, uma roda de tereré – espécie de chimarrão gelado muito usado pelos pantaneiros para matar a sede. O ritual é o mesmo. Tem de tomar a bebida até o final, encher a guampa novamente com água e passar adiante. Só quando se está satisfeito é que se diz obrigado.

A janta teve como extra os peixes pescados no retiro. Ninguém conseguiu ficar acordado muito além disso. O dia seguinte seria de praia. Mas em pleno Pantanal? Exato, praia de água doce é claro, em um dos braços do Rio Negro. Os jacarés até estavam pelas redondezas, mas acharam melhor se afastar das brincadeiras de pega-pega e cambalhotas que ocuparam toda a tarde.

De quebra, um passeio de barco e a oportunidade de ver capivaras, antas e o sempre presente tuiuiú – não à toa símbolo do Pantanal. Na volta, um pôr-do-sol espetacular e uma linda lua cheia. Apesar de haver mais um dia na fazenda, o show teve ares de despedida.

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